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Movergs e outras entidades do setor moveleiro trabalham para amenizar impactos da crise

Achatamento da economia é inevitável e entidade está engajada em oferecer ferramentas às empresas associadas por meio de medidas junto ao Ministério da Economia

A Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) tem unido forças a outras entidades nacionais com o intuito de buscar soluções e ferramentas para amenizar os impactos causados pela crise da COVID-19 junto a seus associados e ao setor moveleiro.

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O presidente da Movergs, Rogério Francio, lembra que o segmento de móveis gaúcho vinha fazendo sua lição de casa, após ter sofrido uma intensa crise nos últimos cinco anos. “Estávamos nos preparando para decolar em 2020, mas, lamentavelmente formos surpreendidos por esse vírus que assolou o mundo todo e foi muito crítico e severo ao setor moveleiro brasileiro”, aponta. Diante do cenário, Francio ressalta que a entidade está se preparando para levar ao associado e a cadeia produtiva moveleira formas para tentar amenizar os impactos. “Apesar desses movimentos, teremos que nos reinventar e fazer novas lições de casa, visto que a situação provocará inúmeras demissões e o achatamento do setor”, lembra.

Ações

Em constante contato com o Ministério da Economia, a Associação Brasileiras das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), com total apoio da Movergs e demais instituições, comemora algumas vitórias, entre elas: desconto da parcela patronal do INSS durante os próximos três meses; postergação do recolhimento do FGTS por até 90 dias; aumento da liquidez por meio da política monetária via redução da taxa de recolhimento do compulsório; abertura de créditos orçamentários extraordinários; renovação automática por 90 dias da Certidão Negativa de Débitos que vença no período em que as medidas contra a propagação do Coronavírus estejam vigentes; flexibilização das regras de suspensão temporária do Contrato de Trabalho para afastar a necessidade de celebração de convenção ou acordo coletivo de trabalho bem como a obrigatoriedade do empregador de viabilizar curso de qualificação profissional; manutenção da regra legal de que o empregador poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza salarial, durante o período de suspensão.

Entretanto, existem outras ações que o setor moveleiro avalia como imprescindíveis para a saúde financeira dos negócios. Dessa forma, propôs novas sugestões e um debate sobre alguns temas, entre elas: linhas de crédito para médias empresas com faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 200 milhões, o que inclui a adequação de linhas existentes e BNDES Crédito para médias empresas; mais apoio às indústrias exportadoras, com a adequação da Portaria do BC nº 4.002, de 16/04/2020, o aumento do percentual do crédito do Reintegra e desoneração da folha de pagamento; a renegociação dos impostos federais, cuja proposta é o pagamento em 15 parcelas; e, por fim, debate sobre o abuso do sistema financeiro que tem criado dificuldades ou gargalos no acesso a linhas de crédito.

Francio ressalta que o momento é de união e serão feitos todos os esforços necessários em prol da indústria moveleira brasileira. “Temos um grande desafio pela frente, mas, sem dúvida, juntos somos mais fortes para sairmos o mais rápido possível dessa crise”, conclui.

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