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Rio Grande do Sul

Pragas estão longe das lavouras de soja no RS

A Emater/RS-Ascar assiste produtores no Manejo Integrado de Pragas e Doenças em lavouras de soja (MIP) nos municípios de Palmares do Sul, Viamão, Glorinha, Camaquã e Gravataí, para acompanhar o desenvolvimento da cultura e as condições de saúde das plantas.

Nesta safra, até o momento, o levantamento da Instituição na região aponta que nestas lavouras o nível de dano econômico à planta não é registrado em função das condições ambientais serem favoráveis, explica o extensionista Guilherme Martins Costa.

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O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma estratégia importante e baseada em critérios técnicos. O acompanhamento da lavoura é feito semanalmente com o uso do pano de batida, que é branco e tem o tamanho de 1,0 m de comprimento por 1,5 m de largura, e serve tanto para se verificar o número e o tamanho das pragas existentes, quanto o nível de danos ocasionados em relação ao estágio de desenvolvimento da planta.

Para a inspeção, ele é colocado, pelos extensionistas e produtores, numa fileira de soja e são coletadas amostras das pragas e identificados os inimigos naturais. Com isso, os produtores podem tomar a decisão mais correta e assertiva sobre a necessidade de controle ou não das pragas. Com o monitoramento, os benefícios são redução da aplicação de defensivos nas lavouras, diminuição dos custos e menor impacto ao meio ambiente.

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Martins Costa ressalta que a calendarização de aplicações de inseticidas é um sério problema, pois provoca o uso indiscriminado de defensivos químicos, que também matam os inimigos naturais das pragas, causando o desequilíbrio do ecossistema e a seleção de pragas resistentes. Os inseticidas são ferramentas indispensáveis no manejo de pragas, no entanto, devem ser usados com embasamento técnico.

Implantação de MIP
Em Palmares do Sul, Pedro Rogério Silveira Soares faz o monitoramento na lavoura que fica na RSC-101, km 137, estrada Capivari a Palmares do Sul, há três anos, em uma área de 46 hectares de soja. O produtor partiu para a soja porque estava perdendo produtividade e dinheiro com a monocultura do arroz e resolveu diversificar.

Em Camaquã, Vidal Duarte Rodrigues, da localidade de Cordeiro, tem plantio de soja e arroz em rotação. Com soja são 70 hectares e este é o segundo ano de parceria do produtor com a Emater/RS-Ascar para implantação do MIP. O extensionista da Emater/RS-Ascar, Émerson Portes, acompanha semanalmente a lavoura e informa que ela não vem apresentando problemas de pragas, como lagartas e percevejos, em níveis preocupantes, ou seja, que exijam controle através de aplicações de inseticidas.

O extensionista da Emater/RS-Ascar em Glorinha, Paulo Viegas, acompanha a produção de soja de José Ary Soares (45 hectares), de Renato Coelho Soares (20 hectares) e de Amarildo José Boeira Soares (45 hectares), todas na comunidade de Capão Grande. Segundo Viegas, os resultados do monitoramento mostram que, do início da germinação até o estágio atual, as lavouras estão se desenvolvendo sem problemas de pragas, não havendo necessidade de controle devido à população de pragas não ter alcançado, em nenhuma amostragem realizada, dano econômico.

Em Viamão, o engenheiro agrônomo do Instituto Riograndense de Arroz (Irga), Edivane Portela, e o extensionista da Emater/RS-Ascar, Gladimir Ramos de Souza, acompanham lavouras de soja e constatam que estão limpas de pragas. Os produtores Cristiano Costa e Cristiano Costa Júnior cultivam 40 hectares de soja e 52 de arroz, em rotação, na localidade de Boa Vista e não necessitaram, até o momento, aplicar inseticidas na lavoura. Eles estão otimistas e acreditam que vão colher uma boa safra com custos reduzidos.

Já em Gravataí, o produtor de soja Valmir Cardoso Mendes, da localidade de Morungava, planta 62 hectares e a produção é acompanhada pelo extensionista da Emater/RS-Ascar, Fabian Antunes del Valle. Pelo monitoramento realizado semanalmente, desde o plantio até o momento, a lavoura apresenta bom desenvolvimento vegetativo e em cerca de 40% da área plantada já está iniciando a floração. Del Valle avalia que o acompanhamento constante tem mostrado pouca existência de pragas, como lagarta, ácaros e percevejos, e também não apresenta problemas com fungos e o produtor está seguindo corretamente as orientações e somente aplicando se for necessário. No ano passado, através do MIP soja, ele teve uma economia aproxima de R$ 350,00 por hectare.

Os dados coletados demonstram que essa é uma realidade da região. “Com as chuvas e o clima ajudando, a soja tem se mostrado promissora e nessas condições o produtor que realiza monitoramento de pragas contabiliza maior renda e benefícios ambientais”, conclui Martins Costa.

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