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Transplante hepático intervivos em adultos tem sucesso e atenua a falta de doadores

A equipe de Transplante Hepático Intervivos da Santa Casa de Porto Alegre realizou, no mês de junho, seu primeiro transplante hepático intervivos de adultos, com resultado altamente positivo. O doador foi o filho de 18 anos, que doou 60% de seu fígado para a mãe, que apresentava uma doença hepática em estágio muito avançado.

As cirurgias duraram mais de 12 horas e doador e receptora tiveram uma excelente recuperação, tendo alta hospitalar uma semana após o transplante. As duas cirurgias simultâneas foram coordenadas pelos cirurgiões Antonio Kalil e Flávia Feier, contando com uma equipe de mais de 10 profissionais entre cirurgiões clínicos e anestesistas. Esta equipe integra o Instituto do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares da Santa Casa de Porto Alegre e já realizou mais de 50 transplantes intervivos em crianças, sendo este o primeiro em adultos.

Dr. Kalil salienta que, embora sejam cirurgias complexas, pois é necessária uma parte grande do fígado do doador, “este tipo de procedimento representa uma alternativa importante neste período em que há uma crescente fila de espera pela doação órgãos”.

Sobre o Transplante intervivos

O transplante de fígado intervivos é a técnica na qual uma parte do fígado de uma pessoa saudável é retirada para ser colocada no lugar do fígado de alguém tem uma doença hepática grave. O restante do fígado que fica no doador ira se regenerar e retomar o volume anterior à doação em algumas semanas. Ao mesmo tempo, a parte do fígado que foi colocada no receptor também irá crescer e desempenhar as funções de um órgão inteiro, substituindo o fígado doente.

Como o número de doadores falecidos é menor que o número de pessoas esperando um transplante, a doação entre dois adultos vivos é uma boa alternativa para diminuir a espera por um novo fígado. Já está bem demonstrado que transplante intervivos acelera o acesso ao transplante hepático para quem precisa.

Transplante intervivos é uma excelente alternativa para pacientes que não foram aceitos para transplantes com doadores falecidos. Devido à escassez de doações de falecidos, existem critérios para ser aceito na fila de espera por um fígado e nem todos os candidatos são aceitos. Quando há um centro qualificado para fazer o procedimento entre dois adultos vivos, os pacientes que não poderão receber um fígado doado por um doador em morte encefálica podem ser considerados para transplante intervivos. Para isso, basta haver uma pessoa saudável disposta a doar. A técnica, que é rotina nos maiores centros do mundo, oferece acesso mais ágil a quem tem um doador disposto a fazer a generosidade de doar uma parte de si para um familiar.

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