Serra Gaúcha

Nova Petrópolis: quatro estabelecimentos estão certificados para produzir e vender carnes temperadas

Quatro estabelecimentos de Nova Petrópolis que já estão licenciados pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) para a produção e comercialização de miúdos e carnes temperadas foram visitados prefeito Jorge Darlei Wolf e o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Jorge Luiz Lüdke. As visitas aconteceram no dia 7 de julho no Super Piá, Mercado Real, Hélio Casa de Carnes e Supermercado Brombatti.

Além do prefeito Jorge Darlei Wolf e do secretário Jorge Luiz Lüdke, as visitas contaram com a participação da médica veterinária Juliana Antunes Farias e do coordenador da Vigilância em Saúde, Rafael Aguiar Altreiter. Participaram também os médicos veterinários Gabriel Heckler, Camila Bonatto e Marcos Rossi e a nutricionista Giseli Weber, responsáveis pelos diferentes estabelecimentos visitados.

Conforme decretos e portarias publicadas em 2019 pela Secretaria Estadual de Saúde, mercados e estabelecimentos similares (fruteiras, açougues, etc) podem produzir miúdos e carnes temperadas como xixo, linguiças, hambúrgueres, almôndegas, carnes recheadas e empanadas ou abrir embalagens de carne de frango e seus miúdos se tiverem registro junto ao SIM. Portanto, para a produção e a comercialização destes produtos, os estabelecimentos precisam estar registrados junto ao SIM.

Para obter o licenciamento do SIM, mercados e estabelecimentos similares devem ter instalações e adotar procedimentos adequados às normas sanitárias. Porém, mesmo nestes lugares, os miúdos e carnes temperadas precisam ser comercializados em bandejas individuais, para que o cliente pegue e leve sem ficar na fila do açougue. “O ‘bandejão’, com carnes temperadas, como coxa e sobrecoxa, coração de frango, dentre outros, não é mais permitido”, explica a médica veterinária da Prefeitura Juliana Antunes Farias, responsável pelo SIM em Nova Petrópolis.

“A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente disponibiliza um profissional veterinário especialmente para auxiliar as agroindústrias e outros estabelecimentos nas questões relacionadas ao SIM. Até alguns anos atrás, isso era muito mais difícil, porque o serviço de inspeção não acontecia nos municípios”, afirma o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Jorge Luiz Lüdke.

De acordo com a médica veterinária Juliana Farias, o registro dos estabelecimentos no SIM está diretamente relacionado com a preocupação dos estabelecimentos com a saúde de seus clientes. Para o registrado, os entrepostos em supermercados e similares precisam ter uma sala específica para o preparo dos produtos, e esta precisa ser separada do açougue, possuir temperatura controlada, ter equipamentos exclusivos para a atividade e fazer vários controles em planilhas de anotações.

“Além disso, precisa haver um profissional responsável técnico, o qual acompanha de perto as atividades para que obedeçam às Boas Práticas de Fabricação e mensalmente realiza análises laboratoriais mensais dos produtos fabricados, demonstrando que são seguros. Isso evita que o consumidor passe, por exemplo, por um quadro de salmonelose, causado pela má higiene e contaminação de produtos durante sua manipulação e armazenamento”, afirma a responsável pelo SIM.

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