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Torres é reconhecida por ter o 1° Geossítio Marinho da América Latina

Município do Litoral Norte gaúcho se destaca no Geoparque Cânions do Sul

A vocação turística de Torres tem agora o seu talento ainda mais potencializado com o reconhecimento do Geoparque Cânions do Sul pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como Geoparque Global. O Geossítio da Ilha dos Lobos é reconhecido como o 1°Geossítio Marinho da América Latina, que foi essencial na pontuação dada pela Unesco para a obtenção do título.

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Fora isto, morros e paredões conferem a Torres uma paisagem única na costa gaúcha. O Parque da Guarita reúne grande parte dessas belezas. O conjunto de paredões de pedra forma um verdadeiro forte natural entre o Oceano Atlântico e o continente.

Para o oceonólogo e guia de turismo, Geraldo Medeiros Lima, Torres é mesmo privilegiada, já sendo integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – Patrimônio da Humanidade – agora integra o Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul. E tudo por conta de apresentar grande diversidades de sítios geológicos, abranger ecossistemas de especial destaque no cenário brasileiro, além de um rico patrimônio cultural. O Geossítio da Ilha dos Lobos é reconhecido como o 1°Geossítio Marinho da América Latina, o Geossítio da Itapeva apresenta sítios arqueológicos, oficinas líticas, ocorrências raras como os fulguritos que são raios petrificados, além de apresentar uma variedade de ecossistemas como os Cordões de Dunas, a Mata Paludosa, a Mata de Restinga e Comunidades Marinas de Costão Rochoso na Pedra da Itapeva.

E o que dizer, ressalta, do Geossítio da Guarita, o cartão de apresentação de Torres [desta terra] para toda a Terra. A Pedra da Guarita é um Geomonumento de relevância internacional e palco da geocronologia histórica da nossa cidade, não atoa seguimos como a Rainha das Praias e Cidade Ambiental.

Ilha dos Lobos – Foto: Vagner Machado

Dentre os 30 geossítios mapeados no Geoparque Caminhos dos Cânios do Sul, o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Ilha dos Lobos, Unidade de Conservação (UC) é um dos cinco classificados como um geossítio de relevância nacional. A afirmação é da analista ambiental e chefe da UC, Aline Kellermann, o Revis da llha dos Lobos, Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),

O Refúgio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos, situado próximo à foz do Rio Mampituba, divisa entre os estados de RS e SC, protege ecossistemas emersos e submersos, abriga espécies residentes e migratórias da fauna e flora costeira marinha, bem como formações geológicas singulares, incluindo a ilha mais ao sul da costa brasileira, única formação natural, no Brasil, de agregação de lobos e leões marinhos.

É o único geossítio do Geoparque exclusivamente marinho onde as rochas vulcânicas da formação Serra Geral encontram o mar. Este encontro forma um verdadeiro refúgio para diversas espécies, incluindo os lobos e leões-marinhos, os quais tem no REVIS Ilha dos Lobos seu limite norte de distribuição no oceano atlântico sul ocidental, e outros mamíferos marinhos, como a baleia franca austral, a toninha e o boto nariz de garrafa.

A Unidade de Conservação também abriga espécies de invertebrados, tartarugas marinhas, peixes e aves, como a tartaruga-verde, a garoupa, o piru-piru, os trintá-réis, que dependem da conectividade que a ilha estabelece com outros ambientes do entorno, tornando esse local singular na região sul do Brasil. Por todas estas características, o Revis Ilha dos Lobos tem um potencial de desenvolvimento de atividades controladas de turismo ecológico, pesquisa e educação ambiental.

A geóloga Maria Elisabeth da Rocha, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo, o Geoparque Mundial da UNESCO Caminhos dos Cânions do Sul é um território formado por três municípios do Estado do Rio Grande do Sul (Torres, Mampituba e Cambará do Sul) e quatro municípios do Estado de Santa Catarina (Morro Grande, Timbé do Sul, Jacinto Machado e Praia Grande).

O município de Torres possui afloramentos rochosos de relevância internacional que, além de sua beleza cênica, apresentam caráter científico especial, pois, nesses monumentos geológicos está registrada a existência do antigo deserto Botucatu, que atualmente abriga o grande Aquífero Guarani, e a história da separação dos continentes Africano/Americano.

O turismo em Torres vai muito além do veraneio. Trata-se de um município litorâneo único no Brasil por seu diferencial geológico e geomorfológico, com rochas basálticas em contato direto com os Arenitos e Peperitos, configurando a seção tipo da Formação Torres (termo geológico).

Esses afloramentos ocorrem nas cinco torres basálticas (origem do nome do município), sendo elas: Torre Sul, Guaritinha (ver se tem outro nome) e Torre do Meio (Morro das Furnas) que constituem o Parque Estadual da Guarita (Parque José Lutzenberger), a Torre Norte (Morro do Farol) e a Ilha dos Lobos que, apesar de grande parte estar submersa, é nossa quinta torre.

O potencial turístico do município é agigantado pela existência das Unidades de Conservação, APA da Lagoa de Itapeva, RPPN Recanto do Robalo, Parque Estadual de Itapeva e Revis Ilha dos Lobos; os dois últimos são importantes Geossítios e que foram essenciais na pontuação dada pela UNESCO para a obtenção do título de Geopark. As belezas naturais contam também com a Foz do Rio Mampituba e das praias com dunas frontais preservadas, fornecendo paisagens deslumbrantes a Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

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