Lei Rouanet – Instituto busca empresas para viabilizar cultura em Novo Hamburgo
Após um ano de dificuldades e o cancelamento do FEMUSIK 2025, Instituto Arlindo Ruggeri abre captação para manter a orquestra, ampliar a formação de jovens e retomar o festival em 2026.
Novo Hamburgo pode voltar a ter um calendário cultural mais robusto em 2026 — mas isso depende, em grande parte, do apoio do setor privado. O Instituto Arlindo Ruggeri está mobilizando empresas para viabilizar três projetos aprovados na Lei Rouanet: a manutenção da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH), o fortalecimento do Núcleo de Orquestras Jovens (NOJ) e a retomada do Festival Internacional de Música de Novo Hamburgo (FEMUSIK).
A captação ocorre em um momento em que iniciativas culturais têm enfrentado desafios de financiamento e continuidade, com impacto direto na programação artística da cidade e na oferta de formação musical para crianças e adolescentes.
Três projetos culturais com foco social, educacional e de cidade
Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo: continuidade de um patrimônio cultural
Um dos projetos é voltado à manutenção da OSNH, apontada como um patrimônio cultural de Novo Hamburgo e uma das formações musicais mais tradicionais do Rio Grande do Sul. A proposta de captação busca garantir a continuidade das atividades em 2026, incluindo a estrutura necessária para manter músicos, ensaios e concertos regulares.

“O envolvimento do setor empresarial é decisivo para preservar esse legado. Muitas empresas demonstraram interesse em contribuir no início deste ano, agora isso é possível”, destaca o diretor artístico da OSNH, Gustavo Müller.
Núcleo de Orquestras Jovens: formação gratuita e oportunidades para mais de 400 estudantes
Outra frente é o Núcleo de Orquestras Jovens de Novo Hamburgo, que atualmente atende mais de 400 crianças e adolescentes. O projeto oferece aulas gratuitas de música e, em muitos casos, inclui o empréstimo de instrumentos, ampliando o acesso à formação artística e contribuindo para o desenvolvimento social e educacional dos participantes.
O apoio de empresas pode fortalecer a estrutura do NOJ, ampliar o alcance das ações e consolidar uma política cultural com reflexos diretos no futuro de jovens talentos.
FEMUSIK: retomada após cancelamento em 2025 e projeção para a cidade
O terceiro projeto aprovado busca viabilizar a realização do FEMUSIK 2026. O festival insere Novo Hamburgo no circuito da música erudita e instrumental, reunindo músicos brasileiros e internacionais, além de promover atividades formativas.
O evento também tende a movimentar a economia local, com impacto em hotelaria, gastronomia e serviços, e costuma atrair centenas de profissionais da área. Em 2025, mesmo com inscrições de alunos de 11 países e 18 estados brasileiros, o festival precisou ser cancelado por não atingir o volume de recursos necessário. A proposta agora é retomar a iniciativa em 2026, recuperando um evento que projeta a cidade nacional e internacionalmente.
Como empresas podem apoiar pela Lei Rouanet
A Lei Rouanet permite que empresas tributadas pelo lucro real destinem até 4% do Imposto de Renda devido para projetos culturais aprovados, convertendo parte do tributo em investimento social. O mecanismo é regulamentado e segue regras de comprovação e transparência.
De forma geral, o processo funciona assim: a empresa escolhe o projeto, realiza o aporte conforme as orientações do proponente e efetua o depósito na conta oficial indicada para a captação. Em seguida, o valor pode ser abatido dentro dos limites e exigências legais na apuração anual, com a documentação correspondente.
(Para garantir o enquadramento correto e o aproveitamento do benefício fiscal, é recomendável que o procedimento seja validado com o contador ou setor fiscal da empresa.)
Chamamento às empresas gaúchas
Após um 2025 marcado por dificuldades para manter atividades e pela suspensão do FEMUSIK, o Instituto Arlindo Ruggeri convida empresas que acreditam no impacto da cultura, da música e da educação a se tornarem parceiras na viabilização dos três projetos. A iniciativa busca preservar um patrimônio musical da cidade, ampliar oportunidades de formação para jovens e retomar um festival que fortalece a identidade cultural e a projeção de Novo Hamburgo.
Empresas interessadas podem procurar o Instituto para receber orientações sobre as formas de apoio e os trâmites de participação via incentivo fiscal.





