Antonia Pellegrino desde que assumiu a diretoria de Conteúdo em 2023, Pellegrino orquestrou mudanças radicais na TV Brasil, emissora pública que enfrenta desafios históricos de relevância em um mercado dominado por gigantes privados. Ela reformulou o programa Sem Censura, que conquistou o Prêmio APCA 2024 como Melhor Programa de Televisão, atraindo debates profundos sobre política, cultura e sociedade com formato mais dinâmico e inclusivo. Além disso, expandiu a grade para esportes, com transmissões pioneiras de futebol feminino, capturando audiências jovens e diversificadas – um movimento que coincide com o crescimento de 30% na visibilidade do esporte feminino no Brasil pós-Olimpíadas de Paris 2024, segundo dados do IBGE e Painel Nacional de TV.
O ponto alto foi o lançamento da Seleção TV Brasil, edital histórico anunciado em 2024 e em fase de execução em 2026, que destina R$ 110 milhões a produtores independentes. Essa iniciativa visa democratizar o acesso a recursos públicos, e inova ao incluir gêneros como novelas, algo inédito na TV estatal brasileira. Projetos selecionados já estão em produção, prometendo narrativas regionais e contemporâneas que dialogam com questões como desigualdade social e identidade cultural, fortalecendo o papel da EBC na formação de uma opinião pública plural.
Por que Sidônio Palmeira escolheu Antonia?
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, endossou a indicação destacando a expertise única de Pellegrino. “Ela combina visão gerencial afiada, intuição criativa e domínio do ecossistema audiovisual nacional. Seu trabalho na EBC prova que é possível inovar, expandir o público e consolidar a comunicação pública como pilar da democracia – exatamente o que guiamos na Secom”, declarou ele em comunicado oficial. Essa escolha ocorre em um momento crucial para a EBC, que em 2026 opera com orçamento reforçado pelo governo Lula, visando competir com plataformas de streaming e redes sociais pela atenção do brasileiro médio.
Formação e carreira premiada no audiovisual
Formada em Ciências Sociais pela PUC-Rio, com mestrado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade na mesma instituição e outro em Administração Pública pela FGV-Ebape, Antonia Pellegrino construiu uma carreira versátil. Como roteirista, acumulou troféus da Academia Brasileira de Letras, Academia do Cinema Brasileiro e festivais globais. Ela contribuiu para o roteiro de Democracia em Vertigem (2019), documentário de Petra Costa indicado ao Oscar de Melhor Documentário, que dissecou os bastidores do impeachment de Dilma Rousseff e continua relevante em discussões sobre polarização política.
Seus projetos se espalham por cinema, TV e streaming: a série Amar É Para os Fortes, em colaboração com o rapper Marcelo D2, explorou amores periféricos na Netflix; o filme Manas (2024) aborda sororidade feminina; e ela assina novelas e séries para emissoras tradicionais e plataformas digitais. Paralelamente, mantém produção literária e jornalística, com artigos em veículos como Folha de S. Paulo e Piauí, cobrindo temas como cultura urbana e políticas públicas. Essa bagagem a posiciona como ponte ideal entre o artístico e o gerencial na EBC.
Impacto esperado para a comunicação pública em 2026
Com Pellegrino no comando, a EBC mira expansão digital, integrando lives, podcasts e conteúdo sob demanda para alcançar os 150 milhões de brasileiros conectados, conforme relatório da Anatel de 2025. Sua gestão pode elevar a emissora a um hub de narrativas, fomentando diversidade – especialmente em ano pré-eleitoral, com foco em coberturas. Analistas preveem que iniciativas como o edital impulsionem o PIB cultural, que cresceu 5,8% em 2024 segundo o IBGE, gerando empregos em regiões como Nordeste e Sul.





