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Prefeitura de Caxias do Sul destinou R$ 3,8 milhões ao Hospital Geral em 2017

No ano passado, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) destinou R$ 3,8 milhões em recursos municipais para o Hospital Geral (HG). Embora o custeio do HG seja responsabilidade do governo estadual em primeira instância, o Município também repassa verbas à assistência hospitalar, a fim de prestar atenção integral e de qualidade à saúde da população.

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Há anos o HG alega que os recursos do Estado e da União são insuficientes para o custeio dos serviços prestados. Para ajudar a diminuir esse déficit, a SMS destina R$ 214,6 mil por mês ao Hospital Geral, por meio de um contrato de subvenção social. Em 2017, a prefeitura ainda fez um aporte extra de recursos, pagando ao HG mais R$ 1,2 milhão, de janeiro a maio.

O prefeito Daniel Guerra afirma que o Município é parceiro da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), mantenedora do HG, para pleitar mais verbas junto ao Estado e à União. O chefe do Executivo solicitou uma agenda com o governador do RS ainda em julho do ano passado para tratar desse e de outros assuntos, mas até agora não obteve retorno.

“Em agosto de 2017, em reunião entre os secretários municipais de Caxias do Sul e representantes do governo estadual, cobramos o posicionamento do Estado quanto ao cumprimento de suas obrigações, entre elas, a dívida para com a Saúde. Na ocasião, o secretário estadual adjunto da Saúde, Francisco Paz, reconheceu que devia R$ 9 milhões ao Município e, desde então, a dívida só aumentou”, recorda Daniel Guerra. De lá para cá, a dívida do Estado com Caxias do Sul na área da saúde já ultrapassa os R$ 11 milhões.

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Recursos para outros hospitais

Os demais hospitais da cidade, que prestam algum tipo de serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS), também recebem recursos do Município para ajudar no custeio. O Virvi Ramos recebe R$ 362,3 mil por mês; o Paulo Guedes, R$ 269,2 mil; e o Círculo 2,4 mil, mensalmente. Para o Hospital Pompéia, o contrato de subvenção social vigente prevê R$ 1,7 milhão por mês, destinado aos serviços de assistência médica e hospitalar para procedimentos de alta e média complexidade.

“Ambos os hospitais (HG e Pompeia) têm gestão tripartite, envolvendo União, Estado e Município. A diferença é que, para o HG, o Estado repassa um valor maior e, para o Pompéia, o Município é quem repassa um valor maior”, explica a secretária da Saúde, Deysi Piovesan.

 

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