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O impacto do descarte incorreto de medicamentos

O Dia do Meio Ambiente, criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, é celebrado mundialmente em 5 de junho. A data é marcada por diversas ações de conscientização que visam alertar a população sobre a importância da preservação dos recursos naturais. Uma atitude pouco comentada, mas que favorece o aumento da poluição, é o descarte incorreto de medicamentos. Embora a automedicação deva ser evitada, manter uma “minifarmácia” em casa, para sanar dores ou tratar doenças, é um hábito usual. Outro problema relacionado a esta prática é quando, não raramente, estes remédios vencem e são jogados no lixo comum ou no esgoto, o que gera inúmeros prejuízos ao meio ambiente e, consequentemente, à saúde. A contaminação da água e do solo pode afetar peixes e outros organismos vivos, além daqueles que bebem essa água e se alimentam desses animais. O que muitas pessoas não sabem é que existem postos que recolhem os remédios em desuso.

Confira algumas dicas sobre descarte correto de medicamentos:

Mantenha os medicamentos nas embalagens originais

É importante que os medicamentos sejam mantidos em suas embalagens originais, (cartelas de comprimido, frascos, tubos de cremes ou pomadas, por exemplo), no momento do descarte. Com relação aos materiais cortantes, eles devem ser guardados dentro de embalagens resistentes, como latas e plástico, para eliminar o risco de acidentes, e só devem ser descartados nos postos de coleta.

Procure um local que dê o destino correto aos medicamentos

Muitas farmácias recebem medicamentos vencidos, frascos e materiais cortantes e pontiagudos para descarte, assim como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e alguns supermercados. No site www.roche.com.br é possível conferir, de acordo com o endereço fornecido (CEP), os pontos de descarte de medicamentos mais próximos da residência do usuário.

Caixas e bulas podem ser recicladas

As embalagens primárias, ou seja, aquelas que têm contato direto com as substâncias (blisters, frascos, ampolas, etc) devem ser descartadas nos postos de coleta de medicamentos – eles inclusive devem ser mantidos nessas embalagens. Já as caixas de papel, assim como as bulas, não têm contato direto com os resíduos químicos. Portanto, não são tóxicas para o meio ambiente e podem ser descartadas no lixo reciclável.

Não acumule medicamentos em casa

Apesar de muito comum, o costume de se ter “farmacinhas” caseiras deve ser evitado e os medicamentos somente devem ser adquiridos quando prescritos por um médico. Agindo assim, evita-se tanto que um produto seja utilizado de forma incorreta, quanto vencimentos e sobras indesejáveis. Caso as sobras ocorram, no entanto, o melhor é que sejam descartadas nos postos de coleta, evitando guardá-las para uso posterior, principalmente no caso de líquidos cuja embalagem já foi violada. Isso porque, mesmo estando dentro do prazo de validade, o produto pode ter sido guardado de forma inadequada e não estar em boas condições para o consumo. É válido alertar que nunca se deve tomar remédios que mudaram de cor, textura ou cheiro.

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