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Mandioquinha-salsa em novas áreas de cultivo no Paraná

A cada ano, com a expansão de novas áreas agrícolas cresce, na mesma medida, o interesse pelo conhecimento de novas tecnologias, relacionado às boas práticas de cultivo e manejo. Esse é o caso, por exemplo, da expansão do plantio da mandioquinha-salsa verificado no Paraná, resultando em um maior número de ações de transferência de tecnologia por parte da Embrapa, a exemplo da Estação Experimental da Embrapa – EECan, em Canoinhas (SC).

A mais recente amostra dessas ações pôde ser comprovada durante o treinamento sobre produção e qualidade de mudas de mandioquinha-salsa, promovido pela EECan, em parceria com a Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), no dia 27 de fevereiro último. O evento reuniu técnicos e extensionistas de secretarias de Agricultura e da Emater-PR – regional de União da Vitória, que engloba nove municípios do estado -, que vão atuar como agentes multiplicadores das informações e tecnologias junto aos produtores dessa região.

O treinamento contou com explicações a respeito das linhas de pesquisa adotadas pela Embrapa e relacionadas à cultura da mandioquinha-salsa, com maior enfoque na produção de mudas e na importância do uso de material sadio. Na abordagem constou o histórico das cultivares lançadas pela Embrapa Hortaliças (Amarela de Senador Amaral, BRS Rúbia e BRS Catarina) e sua adoção pela cadeia produtiva, além de informações sobre os produtores licenciados para a produção e comercialização de mudas dessas cultivares.

Mandioquinha Salsa 1 - Mandioquinha-salsa em novas áreas de cultivo no Paraná

De acordo com o pesquisador Giovani Olegário, o treinamento atendeu a uma demanda de extensionistas que identificaram naquela região localizada no sul do Paraná um crescimento exponencial da cultura. “Com o aumento, detectou-se a necessidade de maior conhecimento por parte de produtores e técnicos sobre técnicas e tecnologias que possibilitem uma produção sustentável e de qualidade”, assinala o pesquisador. Exemplificando, ele aponta os problemas fitossanitários que, no caso de algumas pragas e doenças, podem permanecer no solo por muito tempo, muitas vezes inviabilizando o cultivo nessas áreas, e que ocorrem por diversos motivos, entre eles o cultivo com mudas contaminadas.

Parceria

No cômputo geral, o treinamento representou mais uma oportunidade de aproximação da Embrapa com o setor produtivo, uma política que vem recebendo incentivos no âmbito da empresa de pesquisa. Olegário chama a atenção para a importância de eventos como esse para promover as cultivares desenvolvidas e, principalmente, reforçar a parceria existente entre a Embrapa Hortaliças/Estação Experimental de Canoinhas e a Emater-PR.

De acordo com o gerente da EECan Nelson Feldberg, “há um trabalho conjunto dessas três instituições, junto com os produtores licenciados para a produção e comercialização de mudas de cultivares, no sentido de disponibilizar para o produtor não apenas as cultivares desenvolvidas como também informações técnicas provenientes das pesquisas realizadas pela Embrapa, além de material propagativo certificado e com elevada sanidade”.

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