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Aumenta em maio número de famílias gaúchas endividadas

Embora o percentual de famílias gaúchas endividadas em maio deste ano seja inferior ao mesmo período em 2018, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) apresentou a terceira elevação do percentual de famílias com dívidas em atraso e o segundo avanço consecutivo daquelas que não terão condições de pagar suas contas em atraso nos próximos 30 dias. As informações divulgadas hoje (13) pela Fecomércio-RS acendem o alerta sobre as condições de endividamento dos gaúchos nos últimos meses.

Para o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn, a atenção deve estar focada nos indicadores de inadimplência. “O número de famílias endividadas não é um problema por si só. Acessar crédito é algo bom para a pessoa e para a economia. O problema é quando o endividamento não consegue ser manejado, o que acaba implicando em inadimplência”, comenta.

O percentual das famílias endividadas em maio deste ano foi que de 64,8%, enquanto em 2018 o índice foi de 67,5%. Entre aquelas com rendimento de até 10 salários mínimos, que compõem 80,7% da amostra da PEIC, houve aumento na passagem de abril para maio, de 60,6% para 61,6%. Já entre as famílias com receita acima de 10 salários mínimos, o percentual de endividamento caiu de 82,1% para 78,5%.

Na média em 12 meses, o percentual apresentou pequena queda: 65,4% para 65,1%. No entanto, a parcela da renda comprometida neste período, teve avanço com relação a abril de 2019, passando de 29,7% para 29,9%. Dentro deste ínterim, também foi analisado o tempo de comprometimento com dívidas, que teve redução considerável entre maio de 2018 e 2019, de 7,5 meses para 5,3 meses em maio.

O cartão de crédito foi apontado por 77,6% dos entrevistados como a principal forma de contrair dívida. Na sequência estão os carnês (28,5%), financiamento de carro (14,0%) e crédito pessoal (13,9%).

Com relação às dívidas em atraso, o percentual de maio de 2019 foi 19,1%, abaixo do indicador de 2018 (31,6%). Porém, houve aumento com relação a abril deste ano, quando o índice era de 17,7%. Na média em 12 meses, houve queda na passagem entre os dois últimos meses, de 19,6% para 18,6%. Entre as famílias com contas em atraso, o tempo médio segue estável, com 62,6 dias.

O percentual de famílias que não terá condições de regularizar suas dívidas nos próximos 30 dias aponta, ainda, para a insistência da inadimplência. Na passagem de abril para maio, o indicador avançou de 6,7% para 7,6%, embora ainda esteja abaixo do valor atingido em maio de 2018, de 9,4%. Na média em 12 meses, houve pequena redução de 5,7% para 5,6%.

“Apesar das altas nos percentuais ligados ao número de famílias inadimplentes e sem perspectivas de quitação das dívidas em atraso nos próximos trinta dias, os patamares alcançados não são preocupantes. Acreditamos que com a aprovação da Reforma da Previdência, a atividade econômica volte a crescer, criando oportunidades e melhorando a perspectiva de renda das famílias”, finaliza o presidente da entidade.

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