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Uma noite mágica para a torcida do Inter

Recorde. 48.530 colorados e coloradas tomaram o Beira-Rio nesta quarta-feira (31/07) para uma noite que prometia ser especial aos milhões que compõem a torcida do Inter. Com ingressos esgotados desde o final de semana, era sabido que o público de hoje seria espetacular. Mesmo assim, apesar de qualquer vacina ou prevenção que fosse adotada pela população sul-americana, não houve quem não tenha se emocionado com a festa do povo alvirrubro. Maior na história do remodelado Gigante, a multidão que fez tremer a beira do Guaíba pôde voltar para casa renovada, levando consigo a vaga entre as oito melhores equipes do continente após triunfo por 2 a 0.

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Desde as primeiras horas da manhã, colorados e coloradas de todos os cantos circulavam pelo pátio do Beira-Rio, ansiosos com o passar do tempo de uma quarta-feira que teimava em anoitecer. Ao redor do Gigante, rememoravam momentos especiais vividos na casa do povo alvirrubro, acreditando que as nostálgicas memórias diminuiriam a tradicional angústia que antecede um mata-mata continental.

Conforme se aproximava o cair da tarde, o fluxo de torcedores nos entornos do número 891 da Padre Cacique crescia a ponto de, no momento da chegada do Ônibus Colorado, milhares se aglomerarem próximos ao portão 8 do Gigante para enviar energias positivas aos guerreiros da noite. Especial, a recepção serviu de ponto final para o pré-jogo da torcida. Tão logo o elenco desembarcou, os torcedores que lotaram o pátio adentraram ao Gigante, dando início a um novo – e principal – capítulo do dia 31 de julho de 2019.

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Apesar do horário peculiar da partida, marcada para as 19h15, praticamente todos torcedores já estavam dentro do estádio no momento que as equipes subiram a campo, reflexo da excelente logístia preparada para o confronto, que agilizou o processo de ocupação dos camarotes, cadeiras, sociais e arquibancadas do Beira-Rio. Desta forma, quando D’Alessandro e Bergessio pisaram o gramado, conduzindo seus companheiros, um ensurdecedor “Seremos Campeões” conquistou o som ambiente do estádio, que se via tomado de faixas e escudos do Sport Club Internacional.

Na sequência, um a um os jogadores colorados, assim como Odair, foram saudados por uma torcida completamente ensandecida, que em regressiva iniciou a partida. Rolada a bola, o canto que embalou a inédita conquista da América em 2006, e também abençoou o título de 2010, fez o cinquentenário cimento do Gigante estremecer. Vamo, vamo, Inter!

Estará mentindo aquele que disser que Clube do Povo não atendeu às súplicas de sua gente, que somente pedia por mais uma vitória neste tão apaixonante campeonato. Primeiro, quem tentou fazer o Gigante explodir foi Nico López, três vezes antes dos dez minutos, incendiando as mais de 48 mil pessoas que lotavam o Gigante. Mas quem deu início ao delírio alvirrubro foi Moledo, fuzilando escanteio cobrando por D’Alessandro, abrindo o marcador, e fazendo sorrir a multidão que leva o Colorado dentro do coração.

Assim seguiu a primeira etapa. Aos 32, o Gigante cantava por seu melhor amigo, que retrbiuiu nos pés de Nico López, balançando as redes em jogada anulada por impedimento. Nada que tenha abalado as dezenas de milhares, que orgulhosas exaltavam seu coloradismo, lembrando ídolos como Bodinho, Figueroa, e também, é claro, Falcão.

Nico voltou a balançar as redes antes do intervalo em novo golaço, também anulado pela arbitragem, que logo na sequência apitou encerrando um primeiro tempo disputado por bolas e chuteiras dentro de campo, e por surdos, bumbos, metais e bandeiras fora das quatro linhas. Intervalo, que chegou no momento ideal para uma massa rouca, necessitada de um gole d’agua para repor as energias.

Reiniciado o duelo, também foi retomado o espetáculo nas arquibancadas. Embalado por uma legítimia mistura de ritmos, do samba e funk brasileiros às latinas murgas, o Inter seguiu pressionando, exibindo a intensidade cobrada para uma típica noite de Libertadores. Atacando não apenas por nosso amor, mas também por um Rio Grande que sabe do tamanho do Clube do Povo, Guerrero, D’Alessandro, Nico e Cuesta por pouco não entraram na lista de artilheiros da noite logo na volta dos vestiários.

Dono de importante vantagem desde a primeira partida, que, somada ao triunfo no Gigante, garantia a vaga entre os oito melhores do continente, o Inter soube usar da experiência para defender seu resultado. Como sempre na partida, neste momento o time da casa também contou com sua torcida, que sempre está ao seu lado, com a camisa vermelha, trazendo amor e paixão.

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Quando Paolo Guererro balançou as redes, às vésperas dos 49 minutos, o Beira-Rio pôde, enfim, respirar aliviado. Juntos, um Povo e seu Clube escreviam mais um lindo capítulo na história colorada. Lado a lado, acreditando até o final, campo e arquibancada conquistaram a vaga. Na sinergia de time e torcida, o Sport Club Internacional chega nas quartas da América, e encerra um mês de julho que tanto prometeu. Por ele passamos. Que venha agosto!

Confira o top 5 de públicos no Beira-Rio:

1º – Inter x Nacional – 48.530 (2019)
2º – Inter 2×2 River Plate – 47.012 (2019)
3º – Inter 3×1 São Paulo – 45.263 (2018)
4º – Inter 1×0 Paraná – 44.959 (2018)
5º – Inter 2×1 Tigres – 44.884 (2015)

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