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Diogo Mateus Garmatz lança o livro “A soberania do destino”

Obra de filosofia do escritor gaúcho aborda os mistérios da existência

“A soberania do destino – Uma busca pelo sentido da vida” (RJR, 2020) é uma obra filosófica que se propõe a abordar os dilemas existenciais e traz, como uma de suas peculiaridades, a abordagem do problema metafísico do determinismo frente ao livre arbítrio de forma conjugada a uma busca do sentido da vida. Embora o autor do livro, Diogo Mateus Garmatz, privilegie o determinismo em detrimento ao livre arbítrio, ele considera que sua obra não pretende mutilar o ser humano de sua liberdade ou de sua responsabilização, antes, pretende demonstrar que ninguém é lançado na existência por um mero acaso, desprovido de qualquer sentido, propósito ou significado: “A questão do destino vem dizer que somos marionetes que devem fazer o que foram programados a fazer, sem nenhuma autonomia de agência, antes, vem trazer uma razão para a existência, um sentido para a vida, vem arrancar a banalidade do existir e acender o estopim da busca pelo que viemos fazer aqui.”

O impulso para a escrita da obra

Livro “A soberania do destino”, de Diogo Mateus Garmatz

Segundo Diogo Mateus, o impulso para a escrita da obra se deu quando teve um contato mais íntimo com a obra do filósofo alemão Martin Heidegger, especialmente com o livro “Ser e tempo”. Chamou a atenção do autor o fato de a filosofia heideggeriana considerar que o ser se afaste de sua essência quando vem à existência, só lhe restando viver uma vida de amargura, uma vida “inautêntica” à espera da morte para, então, retornar à sua verdadeira essência. Essas ideias de Heidegger chocaram-se com as de Diogo Mateus, que sempre acreditou, em função de sua formação teológica, que a entrada do ser no tempo não se dá forma aleatória ou randômica, mas é calculada precisamente para que o ser cumpra sua finalidade existencial, finalidade esta que faz parte da essência mesma do ser desde a eternidade. Como exemplo daquilo que fazia parte de suas concepções filosóficas de existência, o autor costuma citar Jeremias 1:5, passagem bíblica onde Deus diz a Jeremias: “Antes que te formasse no ventre e antes que saísse da madre te santifiquei e às nações te dei por profeta.” Diante desse antagonismo, Diogo Mateus se pôs então à escrita de “A soberania do destino”, preocupando-se em combater o que ele chama de “veneno metafísico do mundo moderno” não só com argumentos teológicos, mas principalmente filosóficos, ou seja, preocupando-se em não categorizar seu livro como teológico, mas mantendo o combate dentro do terreno onde as ideias por ele consideradas perniciosas surgiram e se mantêm, no campo filosófico.”

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O “veneno metafísico do mundo moderno”

Não só o existencialismo, mas também o niilismo, o ateísmo, o racionalismo cientificista, o subjetivismo e o relativismo, são ideias que o autor busca combater em sua obra ao mesmo tempo em que investiga o problema do destino e demonstra que tais ideias são responsáveis pelo adoecimento da alma do homem moderno, além de terem provocado um profundo vácuo espiritual na alma daqueles que delas beberam. É nesse sentido que o autor chega a apontar que o uso indevido da filosofia e da metafísica na modernidade foi uma das causas da crise de desespero e depressão que assola o mundo moderno e que, em muitos casos, culmina em suicídio, pois o homem envenenado fica privado de algo vital à sua sobrevivência, o sentido da vida: “Privar o ser de sentido ou mesmo lhe amputar o pouco que tem é o mesmo que condenar-lhe aos calabouços do Tártaro, é o mesmo que dar à sua alma veneno misturado com ácido sulfúrico, é o mesmo que empurrar seu espírito pelas costas da beirada de um abismo. O fundo desse abismo tem cheiro de morte e desespero. Eis o porquê é uma grande covardia fazer um esforço filosófico, tecer uma trama argumentativa e espalhar entre as pessoas, como se fosse remédio e alimento para a alma, filosofias perniciosas e mortais.”

Quem é Diogo Mateus Garmatz
Diogo Mateus Garmatz, autor do livro A soberania do destino, é natural de cachoeira do Sul, morador de Xangri-lá e servidor público em Capão da Canoa, na Defensoria Pública do Estado. Sendo “A sabedoria do destino” um livro de filosofia que dialoga abertamente com a antropologia, com a psicologia e com a história da humanidade, muito do ecletismo com que a obra aborda os problemas metafísicos pode ser explicado pela formação de Diogo Mateus, que está em iminência de concluir sua graduação em filosofia, ao mesmo tempo que já se pós-gradua em Teologia e História das religiões, em Antropologia e em Psicologia existencial humanista e fenomenológica, além de já ter encaminhado uma segunda graduação, dessa vez em História. Há um site na internet, www.diogomateusgarmatz.com, onde o autor hospeda alguns de seus escritos e onde tanto ele quanto seu livro podem ser melhor conhecidos. Conquanto essa seja a primeira obra publicada pelo autor, já há projeto para o lançamento de mais três livros, sendo dois deles já em 2021.

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