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Gaúchos do mundo: os campeões de quatro modalidades nascidos no RS

Quando o assunto é Campeonato Mundial, o Rio Grande do Sul é um verdadeiro celeiro de campeões. Casa de alguns dos maiores talentos esportivos da história do país, o estado não apenas viu suas equipes faturarem os principais troféus do planeta mundo afora, como também cedeu importantes atletas que compuseram elencos nacionais que fizeram história.

Seja na Serra Gaúcha, na capital Porto Alegre ou nas demais cidades que compõem todo o estado, o Rio Grande do Sul tem participação direta na conquista de títulos mundiais em pelo menos quatro modalidades diferentes.

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Poker

No universo dos jogos de cartas, dois gaúchos já se consagraram campeões mundiais no principal circuito de poker do planeta, a World Series of Poker, que conta com eventos presenciais e online, sempre disputados sobre os mesmos conceitos que compõem o quinto esporte da mente em todos os continentes.

O primeiro deles foi Renan Bruschi, natural de Gaurama, município na região noroeste do estado. O jogador hoje com 35 anos faturou o título da 14ª etapa da WSOP online em 2021, naquele que foi o 15º bracelete de ouro conquistado por um brasileiro na série. Na mesma edição, Bruschi já havia ficado com o vice-campeonato, mas não deixou a segunda chance escapar.

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Já em novembro do ano passado, foi a vez de Allan Mello trazer o 30º título mundial de poker para o Brasil. Na ocasião, o jogador nascido em Canoas venceu a etapa da WSOP Paradise, disputada nas Bahamas. Posteriormente, o país encerrou o ano de 2023 com 31 braceletes conquistados na história do mundial, sendo 14 em eventos presenciais e outros 17 em competições virtuais.

Futebol

Como não poderia deixar de ser, o futebol brasileiro tem participação direta de jogadores gaúchos em quatro dos cinco títulos mundiais conquistados pela seleção principal masculina. Nas Copas de 1958 e 1970, os representantes foram os defensores Oreco (Santa Maria) e Everaldo (Porto Alegre), respectivamente. O primeiro foi revelado pelo Internacional, enquanto o segundo jogava pelo Grêmio.

Já em 1994, o Rio Grande do Sul teve quatro campeões no Mundial dos Estados Unidos, dentre eles: os goleiros Taffarel (Santa Rosa) e Gilmar Rinaldi (Erechim), o lateral-esquerdo Branco (Bagé) e o volante Dunga (Ijuí), que inclusive foi o capitão do time e ergueu a tão sonhada taça do tetra.

Oito anos mais tarde, três gaúchos tiveram participação direta na conquista do pentacampeonato em terras asiáticas. Dentro das quatro linhas, o porto-alegrense Ronaldinho Gaúcho encantou o mundo com suas jogadas e aquele gol antológico contra a Inglaterra nas quartas de final. Ele ainda teve a companhia do zagueiro Ânderson Polga (Santiago), enquanto no banco de reservas o time era dirigido pelo técnico Luiz Felipe Scolari (Passo Fundo).

Vôlei

Se o futebol sempre foi motivo de orgulho para os brasileiros, o vôlei não fica nem um pouco atrás. Afinal, a modalidade viveu uma época de ouro no país, com incontáveis conquistas internacionais, com direito a três Copas do Mundo e outros três troféus em Campeonatos Mundiais. Nesses elencos, pelo menos um gaúcho sempre esteve presente para representar o estado.

Foto por: Pixabay.com

O mais conhecido deles é o central Gustavo, natural de Passo Fundo, que participou de quatro dessas conquistas: nas Copas de 2003 e 2007 e nos Mundiais de 2002 e 2006. Seu irmão, Murilo (nascido na mesma cidade), jogou na Copa de 2007 e nos Mundiais de 2002 e 2010, somando três títulos deste gabarito com a camisa da seleção nacional.

Além da dupla de irmãos, o Rio Grande do Sul viu André Heller (Novo Hamburgo) conquistar as Copas do Mundo de 2003 e 2007 e o Mundial de 2006. Por fim, em 2019, na última conquista brasileira em Copa, fizeram parte do elenco os gaúchos Fernando Kreling (Caxias do Sul), Lucão (Colinas) e Thales Hoss (São Leopoldo).

Tênis

Embora o tênis não tenha uma competição especificamente denominada como um mundial, especialistas na modalidade trataram os torneios de Grand Slam com o mesmo peso, já que são compostos pelos quatro maiores eventos do calendário, disputados todos os anos. Nesse cenário, o Brasil já teve 15 campeões, considerando provas profissionais, juvenis e em cadeiras de rodas

Deste total, três são gaúchos. O primeiro deles foi o porto-alegrense Thomaz Koch, campeão de duplas mistas em Roland Garros no ano de 1975, ao lado da uruguaia Fiorella Bonicelli. Já em 2014, Orlando Luz (Carazinho) faturou as duplas masculinas juvenil de Wimbledon com o paulista Marcelo Zormann. No ano passado, foi a vez de Rafael Mato, também de Porto Alegre, ganhar a chave de duplas mistas no Australian Open em parceria com a paulista Luisa Stefani.

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