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Randoncorp fatura R$ 3,3 bi no 2T26 e amplia margem operacional

Puxado pelo agronegócio e pelo mercado de reposição, grupo gaúcho registra R$ 440,4 milhões de EBITDA ajustado e reduz alavancagem pelo quinto trimestre seguido.

Em balanço divulgado ao mercado nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, a multinacional brasileira Randoncorp informou ter atingido a marca de R$ 3,3 bilhões em receita líquida consolidada durante o segundo trimestre deste ano (2T26). O desempenho mostra estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado e reflete uma trajetória de recuperação comparada ao primeiro trimestre de 2026.

O resultado do período combina a volta gradativa do volume de vendas em setores estratégicos — com destaque para o agronegócio —, a manutenção da demanda no mercado de reposição e uma gestão focada na redução de dívidas e otimização do portfólio de negócios.

Eficiência operacional impulsiona indicador de rentabilidade

O principal avanço da Randoncorp entre abril e junho esteve na entrega operacional. O EBITDA Ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 440,4 milhões, avanço de 19,4% na comparação com o segundo trimestre de 2025 (2T25).

A margem EBITDA Ajustada atingiu 13,3%, representando uma expansão de 2,1 pontos percentuais sobre o índice registrado no mesmo trimestre do ano anterior.

Indicador Financeiro 2T26 2T25 Variação YoY
Receita Líquida Consolidada R$ 3,3 bilhões R$ 3,3 bilhões Estável
EBITDA Ajustado R$ 440,4 milhões R$ 368,8 milhões +19,4%
Margem EBITDA Ajustada 13,3% 11,2% +2,1 p.p.
Alavancagem Líquida (Dívida/EBITDA) 2,9x Superior a 3,5x Queda contínua (5º tri)

Força do agro e da reposição compensam freada industrial

A sustentação das vendas no trimestre veio principalmente da retomada dos investimentos no agronegócio. Houve aumento na procura por semirreboques (como composições graneleiras e basculantes) e por autopeças destinadas a veículos pesados que atendem ao escoamento da safra e ao transporte rodoviário de cargas.

A vertical de reposição — que engloba marcas e operações globais do grupo, a exemplo da Frasle Mobility — voltou a demonstrar forte resiliência, garantindo receita constante em um momento de frota circulante em busca de manutenção.

Por outro lado, o segmento focado na indústria e no fornecimento de componentes para veículos comerciais desse nicho registrou menor apetite de compras, desacelerando o ritmo e compensando parte dos ganhos obtidos com o campo.

Apesar do ganho de tração na operação bruta, a margem líquida final do trimestre sofreu contrapesos pontuais. O principal evento não recorrente a impactar a rentabilidade foi o encerramento definitivo das atividades da operação da Delta Global.

Alavancagem cai pelo quinto trimestre consecutivo

No campo da estrutura de capital, a Randoncorp manteve a trajetória de desalavancagem iniciada em meados de 2025. O índice de endividamento líquido em relação ao EBITDA acumulado dos últimos 12 meses recuou para 2,9 vezes.

Essa redução contínua vem sendo viabilizada por três frentes principais:

  1. Geração positiva de fluxo de caixa livre no período;
  2. Redução do montante bruto da dívida corporativa;
  3. Diminuição do custo médio das captações financeiras do grupo.

De acordo com o CFO da companhia, Paulo Prignolato, os indicadores refletem a aplicação rigorosa de metas internas em um cenário macroeconômico que ainda pede cautela.

“O foco segue na otimização do capital de giro, na captura de sinergias, na racionalização de estruturas operacionais e na disciplina na alocação de capital, fundamentais para sustentar a geração de caixa e apoiar o processo de desalavancagem”, destacou o executivo em nota aos investidores.

Foco no crescimento de longo prazo e atuação global

A estratégia da Randoncorp para os próximos trimestres passa por manter a capacidade de resposta rápida conforme os mercados consumidores voltem a acelerar. O grupo, que atua com presença fabril e comercial no Brasil, Estados Unidos, América Latina e Europa, aposta na diversificação geográfica e de portfólio para diluir riscos operacionais.

O presidente e CEO da Randoncorp, Daniel Randon, reforçou que a solidez das verticals da empresa posiciona o grupo de forma privilegiada para novos ciclos de expansão.

“Seguimos preparados para capturar, com consistência, as oportunidades de retomada dos mercados em que atuamos, mantendo foco na disciplina de capital, nas prioridades estratégicas e na geração de valor de longo prazo. Nossa operação global, aliada à solidez financeira e à força dos negócios, reforça a base para sustentar o crescimento da Randoncorp”, afirmou o CEO.

Raio-X da Randoncorp

Com sede em Caxias do Sul (RS), a Randoncorp é um dos maiores conglomerados privados do setor de mobilidade e transporte da América Latina. O grupo opera em frentes que vão desde a fabricação de reboques e semirreboques (Montadora) até o desenvolvimento de sistemas de freios, eixos e materiais de fricção (Autopeças e Controle de Movimentos), além de contar com serviços financeiros próprios via Banco Randon e consórcio.

A íntegra das demonstrações financeiras, apresentações a analistas e relatórios trimestrais detalhados podem ser consultados diretamente no portal de Relações com Investidores da empresa ri.randoncorp.com.

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