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Clínica para dependentes químicos em Lagoa Santa (MG) tem vagas para internações compulsórias involuntárias

Parceria com prefeituras municipais para custeio do tratamento garante vaga por meio de ordem judicial

A clínica do Centro de Tratamento de Dependência Química (Centradeq) em parceria com o Centro de Recuperação de Dependentes Químicos (Credeq) em Lagoa Santa (MG) possui hoje 75 pacientes, sendo que 25 são internações compulsórias involuntárias. “Destinamos 33% das nossas vagas a esta demanda, uma parceria com prefeituras municipais, em que as prefeituras custeiam o tratamento e o paciente tem sua vaga garantida por meio de ordem judicial”, esclarece o assistente social e sócio do Centradeq, Wellington Vieira. “A internação compulsória é uma solução para famílias desesperadas para salvar seus filhos”, ressalta Wellington, responsável técnico pela clínica. Wellington tem pós-graduação em dependência química, trabalha com o tema há mais de 27 anos e atualmente é Conselheiro Estadual de Política Sobre Drogas e já foi Conselheiro Nacional de Política Sobre Drogas CONAD. A parceria do Centradeq com prefeituras hoje é feita com municípios como Alvinópolis, Guaraciaba, Lagoa Santa, Pirapora e Vespasiano. “Por enquanto nossa parceria está em cidades de Minas Gerais. A intenção é ampliar os municípios atendidos e os estados. O nosso objetivo é dar oportunidade para quem precisa se tratar e não tem condição”, reforça Wellington.

O terapeuta e sócio do Centradeq, Ivan Pinto (foto), explica que a internação compulsória involuntária ocorre caso o paciente ofereça risco à família e a mesma não tenha recursos financeiros para a internação. “Os dependentes químicos muitas vezes ameaçam a família de morte, agridem física e verbalmente, além do assédio moral diário da ação do consumo das drogas e da destruição da própria vida. E muitas vezes se envolvem com pessoas do tráfico de drogas que são perigosas e podem também ameaçar tanto o dependente químico como suas famílias”, detalha Ivan. “Nestes casos, a família deve procurar ajuda e pode acionar a defensoria pública. Alguns juízes já entendem o perigo dessa situação e dão a ordem judicial para a internação compulsória involuntária”, completa.
Ivan também é radialista e comentarista esportivo. Usou drogas por 25 anos, foi internado em clínicas voluntárias cinco vezes e internado em uma clínica involuntária uma vez. “Foi depois de passar pela clínica involuntária que entrei em recuperação, processo este que desenvolvo continuamente em minha vida. Estou limpo há cinco anos”, conta Ivan. Com o projeto do Centradeq, voltado para ajudar outras pessoas com problemas com drogas, ele encontrou o estímulo para não recair. “Minha luta é para devolver a vida para os dependentes e suas famílias”, fala.

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A clínica do Centradeq está aberta a visitações e oferece um tratamento humanizado aos pacientes que precisam se tratar da dependência química. As internações podem ser voluntárias, involuntárias ou compulsórias.

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