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Entrevista: Oldemar Plantikow Brahm, presidente da ACIST-SL

Entrevista veiculada na edição 157 da Revista News, AGOSTO/SETEMBRO/2018.

O empresário Oldemar Plantikow Brahm avalia o primeiro semestre de sua gestão na presidência da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo – ACIST-SL na entrevista abaixo. Brahm é diretor superintendente da Digistar Telecomunicações, localizada no Parque Tecnológico de São Leopoldo (Tecnosinos), onde também é membro da governança, devido ao cargo de presidente do Conselho de Administração do Polo de Informática de São Leopoldo, do qual foi cofundador. Formado em Engenharia Eletrônica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Oldemar tem forte atuação em entidades como a FUNDATEC, ABINEE e SOFTSUL. Na FIERGS, é conselheiro em três grupos da Gerência Técnica e de Suporte aos Conselhos Temáticos (GETEC). Na ACIST-SL, participou de diversas diretorias nos setores da Indústria e da Tecnologia.

Revista News — Em São Leopoldo temos segmentos empresariais bastante atingidos pela crise; outros estão até crescendo. Como é dirigir a Entidade com associados atravessando realidades econômicas tão distintas?
Oldemar Plantikow Brahm — Realmente, o país está atravessando um período muito conturbado, tanto na área política como econômica. As empresas que estão crescendo com certeza fizeram sua lição de casa, atuando muito fortemente na gestão de recursos financeiros e de pessoas. E como a ACIST-SL entra neste processo? No apoio aos associados que trazem demandas ou sugestões para melhorar o desempenho de todas. Exemplos são o pacote de soluções disponibilizado e também a criação de grupos ou núcleos setoriais.

Notoriamente a ACIST-SL busca colaborar com o desenvolvimento do município envolvendo-se em diversas causas. Hoje, qual questão local preocupa mais a Entidade?
A diretoria da ACIST-SL realizou, no início do ano, uma profunda análise sobre a sua atuação, tanto para os associados como para a sociedade. Nosso objetivo naquela ocasião foi alinhar as diretrizes do Planejamento Estratégico. Após ampla discussão, foram eleitas cinco bandeiras de atuação, visando atuar nas causas que dizem respeito à entidade, pois há causas ou situações em que não há como atuarmos, por não ser a nossa missão. A partir de agora, nossos esforços estão concentrados nos blocos Valorização da Cidade, Educação, Segurança Pública, Meio Ambiente e Melhoria do Ambiente Empreendedor. Na bandeira Melhoria do Ambiente Empreendedor, por exemplo, fizemos uma parceria com a Unisinos para divulgar, trimestralmente, um relatório com os principais dados socioeconômicos de São Leopoldo. Ele será feito também com o apoio das secretarias municipais de Desenvolvimento e da Fazenda. A ACIST-SL também tem atuado fortemente para reduzir a burocracia entre os agentes públicos e a iniciativa privada. Temos realizado muitas reuniões para encontrar soluções para esta área, que tem gerado muitas reclamações por parte dos nossos associados.

A maioria dos municípios possui em suas diretrizes a atração de empresas ou o incentivo a atividades que sustentem a economia local. No seu entendimento, qual segmento empresarial deve ser incentivado no município?
Nós acreditamos que todos os segmentos devem ser incentivados, pois há oportunidades para todos. Mas todos nós sabemos que uma economia forte precisa ter indústrias. São as indústrias que estimulam todos os outros. São Leopoldo é o maior exemplo disto. Tem uma indústria muito diversificada, que gera muito emprego, renda e impostos. A área de tecnologia, com certeza, tem alavancado muito o município. Porém, os altos custos para sua operacionalização inibem mais e maiores investimentos. Por isto, precisamos criar políticas para estimular esta atividade.

O setor de TI vem crescendo em São Leopoldo, com destaque para a área de software. Diante da realidade de mercado, há espaço para a produção local de hardware, ou ao menos a montagem e integração dos componentes se chegando a produtos eletrônicos acabados?
Esta área – de tecnologia – vem mudando muito nos últimos anos e se moldando muito para o que chamamos de indústria 4.0. Nela, estão integrados software e hardware e é preciso investimentos em ambas as áreas. Há espaço para todos e sim, para São Leopoldo também, com certeza. Temos os institutos tecnológicos e a Unisinos para validar isto. As empresas instaladas no Parque Tecnológico Tecnosinos e as incubadas na UNITEC são muito diversificadas, transitando tanto da criação de softwares e também em hardwares.

Na sua visão, qual cenário econômico espera o empresariado leopoldense em 2019?
A indefinição política tem impedido uma análise assertiva sobre como será o comportamento econômico em 2019. O que sempre se espera são dias melhores para trabalhar. Quem adivinharia que este ano teríamos uma greve de caminhoneiros que paralisaria o país e faria os índices de crescimento despencarem nos meses seguintes? É realmente difícil ser empreendedor no Brasil, mas nós somos “casca grossa”, não é mesmo? Por isto temos empresas longevas em São Leopoldo, com mais de 40, 50 anos de atuação. Vamos sempre esperar que o cenário melhore. Nosso povo merece!

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