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Anvisa quer proibir o consumo de gordura trans no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instaurou um processo para reduzir ou até proibir o consumo de gordura trans no País. O tipo de gordura que não é natural (feita artificialmente pela indústria a partir de óleo vegetal) pode trazer um impacto significativo no sistema cardiovascular, como explica o Dr. Diego Gaia, coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina. “A gordura trans diminui os índices do colesterol bom, o HDL, que possui a função de limpar o excesso de colesterol dos vasos. Além disso, aumenta os níveis de colesterol ruim, o LDL, que contribui para entupir os vasos sanguíneos. A partir disso, o fator de risco para doenças cardiovasculares aumenta consideravelmente”, diz o especialista.

No processo em que a Anvisa deu entrada, há dois caminhos possíveis. O primeiro é estabelecer limites de gordura hidrogenada em alimentos industrializados. O segundo, é mais radical: a proibição completa. Dessa forma, alimentos como margarinas, biscoitos e sorvetes seriam vetados. Dr. Diego, porém, ressalta que o consumidor só teria a ganhar com uma possível nova regulamentação. “Esses alimentos jamais sairão do mercado, pelo fato de serem extremamente populares. O que deve acontecer é a substituição da gordura trans por outro componente de maior qualidade, menos danoso ao nosso organismo”, explica.

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Doenças cardiovasculares graves podem ser ocasionadas com o consumo excesso de gordura trans

“O indivíduo que ingere este tipo de gordura em excesso está sujeito à doença arterial coronariana, pressão alta, insuficiência cardíaca e até mesmo a parada do coração, em casos mais extremos. Neste caso, a consulta com um cardiologista tem de ser feita o quanto antes. Se for aprovada, a nova regulamentação salvará vidas, com certeza”, conclui o médico

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