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Alunas do Liberato são premiadas em feira científica nos EUA

Cinco jovens pesquisadores brasileiros foram premiadas na quinta-feira (16) na Intel ISEF International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), a Feira Internacional de Ciências e Engenharia, realizada desde 1950 nos Estados Unidos. Duas são alunas da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo: Maria Helena Ferreira e Muriel Schilling Krohn.

Eu outra cerimônia, que concede os chamados Prêmios Especiais, a dupla conquistou mais um destaque, o prêmio Arizona State University – Bolsa de Estudos. Bruna da Silva Cruz, também aluna da Liberato, ganhou duas distinções: Patent and Trademark Office Society, no valor de US$ 500, e King Abdul-Aziz & Companions Foundation for Giftedness and Creativity, no valor de US$ 1.500.

A cada ano, uma cidade diferente hospeda o evento, a maior feira para estudantes que ainda não chegaram ao nível universitário. Trata-se de uma grande oportunidade que os jovens têm de conhecer autoridades acadêmicas e empresarias de diversos países. A edição deste ano ocorreu no Centro de Convenções de Phoenix, reunindo 1.842 estudantes de 80 países. O Brasil esteve representado por 25 jovens pesquisadores selecionados pela Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), pela Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e pela Escola Americana de Campinas (SP).

Encontro com Nobel

A semana já estava intensa para Muriel e Maria Helena, alunas do curso técnico de Química da Liberato, que apresentaram seu projeto para o Prêmio Nobel de Química 2008, Martin Chalfie. O encontro ocorreu na manhã de terça-feira (14/5).

Muriel e Maria Helena foram premiadas na Mostratec, evento promovido pela Liberato, e credenciadas a participar da Intel ISEF. A Mostratec destina-se à apresentação de projetos de pesquisa em diversas áreas do conhecimento humano, realizados por jovens cientistas do Ensino Médio e da educação profissional técnica de nível médio. O objetivo do projeto da dupla, Estudo e caracterização da atividade antimicrobiana do estigma do milho (Zea mays), foi orientado pela professora Maria Angélica Thiele Fracassi e busca comprovar a eficácia de substâncias extraídas dessa planta no combate à infecção urinária.

A medicina popular brasileira tem um conhecimento empírico, transmitido de geração a geração, que associa o uso de plantas e outros elementos naturais para o tratamento de doenças. Um exemplo é o chá do estigma de Zea mays (estigma de milho, também conhecido por barba ou cabelo de milho), usado para o tratamento da infecção urinária.

A infecção do trato urinário é uma doença comum, geralmente causada por bactérias como Escherichia coli e Staphylococcus aureus, que afeta mais de 150 milhões de pessoas anualmente em todo o mundo. Entre os vários sintomas que podem ocorrer em pacientes afetados estão dores, febre e desconforto ao urinar. A pesquisa das duas alunas buscou comprovar a eficácia de substâncias extraídas da planta, bem como compreender a razão de tais fenômenos.

Brasileiros destacados na premiação principal

Os prêmios estavam estimados em, aproximadamente, US$ 5 milhões, entre bolsas de estudos e prêmios em dinheiro. A premiação contemplou 22 categorias.

1º lugar em Ciência dos Materiais – US$ 3.000
O universo em uma casca de noz: biomembrana biológica usando resíduo da noz macadâmia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Osório (RS)
Autora: Juliana Davoglio Estradioto
Orientadora: Flávia Santos Twardowski Pinto
Credenciado pela Febrace

3° lugar em Ciência das Plantas – US$ 1.000
Revestimentos comestíveis na pós-colheita de laranjas
Colégio Gabriela Mistral – Palotina (PR)
Autor: João Pedro Silvestre Armani
Orientadora: Carlise Debastiani
Credenciado pela Febrace

4º lugar em Bioquímica – US$ 500
Estudo e caracterização da atividade antimicrobiana do estigma do milho (Zea mays)
Fundação Liberato – Novo Hamburgo (RS)
Muriel Schiling Krohn e Maria Helena Ferreira
Orientadora: Maria Angélica Thiele Fracassi
Credenciado pela Mostratec

4º lugar em Ciência Médica Traslacional – US$ 500
Desenvolvimento de cateter bioativo proveniente do aproveitamento do líquido da castanha do caju (Anacardium Occidentale) como alternativa na prevenção de infecção sistêmica
Escola Estadual Prof. Hermogenes Nogueira da Costa – Mossoró (RN)
Ekarinny Myrela Brito de Medeiros
Orientadora: Luisa Kiara Lopes
Credenciado pela Febrace

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