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Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia faz alerta sobre o trânsito

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes de trânsito são a primeira causa de morte entre os 15 e 29 anos, a segunda entre os 5 e 14 anos e a terceira dos 30 aos 44 anos. “Tão essencial quanto alertar sobre essas mortes é advertir sobre o impacto pessoal e social que acontece com os sobreviventes e suas famílias. Afinal, por ano, cerca de 600 mil pessoas ficam com sequelas permanentes, como dificuldade e até impossibilidade de se locomover e, consequentemente, de trabalhar, estudar, levar a vida, enfim. Junte a isso o longo tempo de recuperação do acidentado e o sofrimento e o prejuízo financeiro dele e de sua família por meses e até anos”, explica Moisés Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). O médico ortopedista Marcos Esner Musafir, membro da SBOT, explica que os ortopedistas atendem a maioria das vítimas de traumas de trânsito, sendo muitos de alta complexidade o que onera bastante o custo da saúde pública e privada. 75% dos leitos de trauma dos hospitais públicos no país estão ocupados com vítimas do trânsito.”

“Cadeirinha e cinto de segurança salvam vidas. Tanto que levar os pequenos corretamente no banco de trás pode reduzir em até 70% os riscos de morte e ferimentos em casos de acidentes de trânsito, segundo um estudo da Abramet, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego”, completa Sandro Reginaldo, presidente da Comissão de Campanhas Públicas da SBOT. Segundo ele, o cuidado vale inclusive para trajetos curtos e realizados em velocidades baixas e médias, como o percurso da escola para casa. Não é exagero, já que num acidente em que o carro está a apenas 50 km por hora, uma criança que pesa 10 kg é lançada para frente com um peso equivalente a 500 kg. Manter a segurança é simples, basta seguir as recomendações da SBOT para cada faixa etária:

  • até 1 ano: é preciso usar cadeirinha do tipo bebê conforto, posicionada de costas para o movimento do carro e presa pelo cinto de segurança de forma que ela não se mova mais de 2 cm para os lados.
  • de 1 a 4 anos: a indicação é adotar uma cadeirinha que seja presa pelo cinto de segurança, de preferência o de três pontos, e que ela seja colocada na direção do movimento do veículo.
  • de 4 a 7 anos: o ideal é utilizar um assento de segurança de elevação, do tipo booster, que ajuda a adequar o cinto do carro ao tamanho da criança, garantindo o ajuste correto em seus ombros e na cintura.
  • de 7 a 10 anos: o assento de elevação pode ser dispensado e a criança deve ser mantida no banco traseiro, sempre com o cinto de segurança.
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