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Proposta do Instituto Cultural Ipê-Amarelo/Vale do Taquari é apresentada em evento em Lajeado

O Instituto Cultural Ipê-Amarelo/Vale do Taquari foi oficialmente apresentado nesta quinta-feira, 04/07, no salão de eventos da Prefeitura de Lajeado. O evento reuniu prefeitos da região, membros da Associação dos Secretários e Gestores Municipais de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (ASGMUSP), o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, a vice-prefeita Gláucia Schumacher, o deputado estadual e tenente coronel Luciano Zucco, o ex secretário adjunto de Segurança Pública do RS, coronel Everton Ultramari, o atual secretário adjunto da Segurança Pública, coronel Marcelo Frota, o diretor das promotorias de Justiça da Comarca de Lajeado, Carlos Augusto Fiorioli, vereadores de Lajeado, promotores, delegados, oficiais da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, agentes da Polícia Rodoviária Federal, entre outras autoridades.

Em seu pronunciamento, o prefeito Marcelo Caumo salientou que o Vale do Taquari estava sendo pioneiro no interior do estado com a criação do Instituto Cultural Ipê-Amarelo. “Estamos nos espelhando no bem sucedido Instituto Cultural Floresta que está trazendo excelentes resultados para a segurança pública de Porto Alegre”, concluiu o chefe do Executivo lajeadense.

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Grupo simbolizou união de esforços do setor público com a iniciativa privada em foto coletiva

O evento contou com três apresentações. A primeira foi proferida pelo presidente da Associação Lajeadense Pró-Segurança Pública (Alsepro), Fabrício Schneider, que falou das realizações e área de atuação da entidade. Em seguida, Ultramari apresentou o case do Instituto Cultural Floresta (ICF). “O instituto é uma mobilização apolítica, que iniciou suas atividades em 2016 com 54 empresários doando recursos próprios para equipar os órgãos de segurança de Porto Alegre”, afirmou Ultramari, lembrando que a primeira doação foi de R$ 14 milhões, sem nenhuma contrapartida do governo. Entre as aquisições, 48 viaturas blindadas, pistolas e fuzis, coletes à prova de balas, rádios comunicadores, entre outros equipamentos que aparelharam dois batalhões da Brigada Militar e um grupo tático da Polícia Civil. Entre os resultados, e após diversos investimentos, ao final de 2018 verificou-se a queda de até 70% nos assassinatos nos bairros mais violentos de Porto Alegre.

Entre outras realizações que ocorreram em sintonia e colaboração com o governo do estado, Ultramari citou a Lei de Incentivo à Segurança Pública, que pode triplicar os investimentos na área. “Nossa estimativa é captar cerca de R$ 100 milhões na iniciativa privada somente em 2019, com os empresários podendo aplicar até 5% do valor devido de ICMS em projetos de segurança”, destacou Ultramari. Segundo ele, a lei amplia a capacidade de investimento na segurança, oportuniza mais eficiência na aquisição dos equipamentos e estimula a participação da sociedade, uma vez que os recursos destinados não podem ser utilizados em outras áreas a não ser a segurança pública.

Dando sequência ao evento, Fiorioli fez a apresentação da proposta do Instituto Cultural Ipê-Amarelo/Vale do Taquari. “A nossa projeção, os nossos objetivos e, inclusive, o estatuto do Instituto Ipê-Amarelo serão idênticos ao do Instituto Cultural Floresta”, afirmou o promotor. Segundo ele, o Instituto Ipê Amarelo vem somar forças à Alsepro e demais Consepros que existem nos municípios, porém, permitirá uma união de esforços e recursos de todo Vale do Taquari no combate à criminalidade. “O instituto terá foco na busca de investimentos em critério regional ao invés do custeio”, destacou.

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Por sua vez, o deputado estadual e tenente coronel Luciano Zucco afirmou que os jovens brasileiros estão perdendo o encanto de viver no país. “A maioria não pensa mais em viver aqui. Eles se imaginam morando fora do Brasil e isso se deve, e muito, à falta de segurança para viver em paz, trabalhar e criar suas famílias”, apontou.

Por fim, o secretário Adjunto Estadual de Segurança Pública, coronel Marcelo Frota, disse que os investimentos em segurança estão intrinsecamente ligados à redução da criminalidade. “Se recuamos nos investimentos, não existe vácuo. A criminalidade vai se expandir”, alertou. Por outro lado, explicou que ajustes ainda estão sendo feitos para que a Lei de Incentivo à Segurança Pública se torne menos burocrática e mais justa, no sentido de viabilizar de forma mais facilitada os investimentos da iniciativa privada nas compensações de ICMS. “Ao invés de compensar, serão criados créditos de ICMS”, adiantou.

Simbolizando a união de esforços entre as diferentes instituições públicas, empresários e entidades que trabalham em prol da segurança pública, o grupo participante do evento posou para uma foto coletiva, recebendo na saída do salão de eventos da prefeitura mudas de Ipê-Amarelo, árvore símbolo de Lajeado e que dá nome ao Instituto que está na iminência de ser oficialmente criado.

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