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Resolução de conflitos prioriza o convívio escolar em Viamão

Viamão estabeleceu um modelo de resolução de conflitos não punitivo dentro da escola, baseado em valores. O objetivo é a reparação dos danos causados às partes envolvidas e, quando possível, a reconstrução das relações rompidas.

Essa é a definição do Circulo de Construção de Paz, que oportuniza o diálogo e que já vem sendo desenvolvido pela Secretaria Municipal da Cidadania e Assistência Social no CRAS Martinica e na Escola Estadual de Ensino Fundamental Genésio Pires, em Itapuã, na tentativa de prevenir situações de violência.

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Na Genésio Pires, foi assinado ontem (12) um acordo entre nove alunos que participaram de uma briga. Depois de vários encontros, um termo foi assinado e todos já estão amigos novamente. “O princípio do círculo é que cada participante se sinta igual em relação aos demais. A simbologia do círculo evoca os sentimentos de unidade, interdependência e encontro. Aqui queremos estimular o diálogo para que eles tenham espaço para falar e também para escutar opiniões diversas em relação a diferentes temáticas, inclusive a violência no ambiente escolar”, explica o secretário da Cidadania e Assistência Social de Viamão, Leandro Aguirre.

“Com o trabalho, é possível conhecer melhor os alunos e entender seus comportamentos, abrindo espaço para que dialoguem sobre seus problemas. Além disso, as atividades também podem ser colocadas em prática quando há conflitos, com o entendimento sobre as motivações que geraram os conflitos e a restauração das relações”, enfatiza o secretário.

Projetando meu futuro

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Em um dia qualquer, no corredor da Genésio Pires, a assistente social da SMCAS Jaqueline Barcelos de Souza, facilitadora e uma das coordenadoras do Círculos, foi chamada por uma turma do terceiro ano, que, na época, estava se preparando para prestar o ENEM : “Eles estavam muito assustados, não só pela prova em si, mas com o futuro deles. Foi aí que implantamos o ‘Projetando meu Futuro'”, explica a servidora do município.

Com as atividades e as trocas de experiências foi possível promover a integração desses alunos entre si, com os professores e com a comunidade escolar em geral. “Eles tornaram-se mais tranquilos e confiantes, não só para prestarem o ENEM, mas para descobrirem o que querem para o seu futuro. O Círculo de Construção de Paz não serve apenas para prevenir violências ou resolver casos em que a violência já tenha sido usada. É também muito produtivo para ajudar alunos, professores, e pessoas em geral nos mais diversos problemas que elas estão enfrentando”, finaliza Jaqueline.

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