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Família de São Francisco de Paula busca certificação para produção de uva orgânica

A família Dáros é uma das pioneiras na produção de uvas na localidade de Campestre do Tigre, em São Francisco de Paula, cultivando a variedade bordô há mais de 22 anos. Em julho de 2019, foi desafiada a iniciar a produção orgânica, começando o processo de transição do sistema de produção convencional para o orgânico.

Já na primeira safra, a família, que cultiva uma área de 2,3 hectares, obteve uma produção média de 17 toneladas por hectare, a qual foi entregue a Cooperativa Nova Aliança e apresentou valorização de 15% em relação ao produto convencional, por estar em período de transição.

A família Dáros é formada pelo casal Suzeni e Seloni e as filhas Cristiane e Aline. Cristiane, a filha mais velha, estuda na Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha (Efaserra), sendo sua a iniciativa de tornar a produção de uvas da família certificada em produção orgânica, aplicando os conhecimentos adquiridos durante sua formação. Segundo ela, a família buscava produzir alimentos orgânicos e de qualidade para consumo próprio, sendo um desejo levar esta mesma qualidade à mesa dos consumidores e agregar valor ao produto, surgindo a ideia da Certificação Orgânica.

Para Suzeni, o trabalho no parreiral teve pouco acréscimo em relação ao sistema convencional, porém o ganho em saúde da família, por não expor os membros em contato com agrotóxicos, já supera o aumento do trabalho. Para auxiliar, planeja-se investir na aquisição de um trator, a fim de diminuir a penosidade que a atividade gera.

Conforme Seloni, as filhas participam de todas as etapas e as decisões levam em consideração a opinião de todos os membros. A mãe salienta ainda que as meninas possuem partes no parreiral, e que, ao final do ciclo de produção anual, é feita a gestão da atividade e a divisão da renda obtida. Já a filha mais nova, Aline, hoje com 12 anos e no oitavo ano do ensino fundamental, pretende seguir os passos da irmã e estudar na Efaserra.

A família Dáros recebe assessoria desde 2002 da Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), fazendo parte da Associação de Viticultores do Campestre do Tigre. Os sócios reúnem-se mensalmente em atividades de grupo para acompanhamento supervisionado, além de receberem visitas individuais em suas propriedades.

Para a extensionista social do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de São Francisco de Paula, Sandra Silva, somente a autonomia produtiva e financeira manterá os jovens no campo, e a família Dáros é um exemplo da sucessão familiar de sucesso, pois os jovens participam de todas as etapas do processo produtivo e, no final, dividem os custos e recebem os lucros.

Para o extensionista rural Samuel Sperandio, o sucesso da atividade em sua nova abordagem é o comprometimento e a dedicação da família em absorver o conhecimento e aplicá-lo na prática.

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