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Cruz Alta inaugura suas primeiras agroindústrias

Cruz Alta ganhou, nesta terça-feira (18/02), duas agroindústrias familiares, pioneiras no município, do Noroeste gaúcho. Agora, o município passa a contar com o que há de mais avançado no Estado para este segmento produtivo, em termos de legislação, o Certificado de Inclusão, concedido pelo Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) . O Programa, que é executado pela Emater/RS-Ascar e coordenado pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) tem cadastradas, até o momento, no Rio Grande do Sul, 3.555 agroindústrias, sendo, duas delas, as que foram inauguradas em Cruz Alta.

A inauguração da Agroindústria Nossa Senhora Auxiliadora, de panificados, ocorreu na localidade Parada Benito e a da Agroindústria Araucária, de abatedouro e embutidos, na localidade Faxinal. As solenidades contaram com as presenças do prefeito de Cruz Alta, Vilson Roberto, supervisor e coordenador regionais da Seapdr, Silvio Albrecht e Ricardo da Costa Moraes, gerente da Emater/RS-Ascar da região de Ijuí, Carlos Turra, secretário municipal de Agricultura, Claudir Capelesso, presidente do CONSEA, José Laureano Teixeira, representante do COMDAGRO, Carlos Mostardeiro, e médico veterinário da prefeitura de Cruz Alta, Rodrigo Cidade.

“Inicialmente, a gente faz um planejamento, sobre como vai ser a construção do prédio, quais são os equipamentos que eles irão utilizar, faz o contato com a vigilância sanitária e a família faz o Curso de Boas Práticas de Fabricação. Ainda tem a questão do licenciamento ambiental, até chegar na fase que é a inclusão da agroindústria”, explicou a engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar Larissa dos Reis.

Mercado

A produção de panificados da Agroindústria Nossa Senhora Auxiliadora varia na faixa de 20 kg até 400 kg por semana. As bolachas e cucas alimentam 4.800 crianças, do ensino infantil e fundamental, de 45 escolas da rede municipal de ensino. Além da proprietária, Inês de Jesus, também trabalham na agroindústria duas filhas, Tânia e Maria Eduarda.

A Agroindústria Araucária tem completo o ciclo de produção, que começa na lavoura, com a produção do milho para ração, passando pela inseminação tradicional das matrizes, berçário, terminação e abate dos suínos. Incluindo as cerca de 45 matrizes e os dois cachaços, no total, 590 suínos completam o giro de produção da agroindústria. Os principais clientes são os restaurantes, interessados na compra de linguiça e costela. Contudo, a Agroindústria Araucária também comercializa torresmo, banha e carcaça. Para dar conta da demanda, são abatidos, por semana, 10 animais, trabalho que envolve quatro pessoas da família.

“Cruz Alta tem um grande potencial de mercado para as agroindústrias. Temos a prefeitura municipal, que compra para as escolas, restaurante popular e abrigos, e também temos as escolas estaduais, além da EASA (Escola de Aperfeiçoamento de Sargento das Armas) e 29º GAC AP (Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado) que são dois quarteis, que também estão comprando das agroindústrias familiares”, resumiu a engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar.

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