Rio Grande do Sul

Seminário de Olivicultura acontece sábado em Encruzilhada do Sul

A Emater/RS-Ascar será uma das entidades participantes do Seminário de Olivicultura e Arena de Conhecimento OliveTalks de Encruzilhada do Sul, que acontece no próximo sábado (18), e realizado de forma online, devido à pandemia causada pelo coronavírus. No evento, o extensionista rural Agropecuário Vivairo Zago irá apresentar um panorama geral da olivicultura no município. Interessados podem acompanhar a programação que ocorre durante todo o dia pelo Facebook, na página da Associação de Fruticultores de Encruzilhada do Sul (Afrutes).

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Segundo o extensionista, Encruzilhada do Sul está localizada em uma das áreas apontadas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) com maior potencial climático e condições favoráveis para o cultivo de oliveiras.

Atualmente são cultivados no município mil hectares com a fruta, em 27 granjas. Contudo, boa parte ainda não está em produção. Grande parte dos pomares está localizada em grandes e médias propriedades rurais. “Muitos profissionais liberais e empresários investiram na compra de terras para o cultivo de olivais”, ressalta. Outra característica é a assistência técnica que em sua maior parte é realizada por empresas particulares e até mesmo assessorias de outros países.

Para a produção do azeite, existe em Encruzilhada do Sul um lagar (local onde é realizado o processamento da oliva e extraído o azeite em um processo a frio) em funcionamento, um em construção e um terceiro ainda a ser construído, sendo este projetado com recursos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e deve ser utilizado de forma comunitária pelos produtores.

Gargalos, potencialidades e desafios
Algumas dificuldades já foram identificadas por técnicos e produtores na produção de oliva. Entre eles constam problemas de implantação nos pomares que resulta em deficiência nutricional e doenças de algumas plantas, mão-de-obra não qualificada para a atividade e alternância na produção (um ano produz, outro não), além de problemas fitossanitários (pragas e doenças) e poucos produtos recomendados pelo Mapa para o manejo.

Entre os potenciais para o desenvolvimento da cultura destaca-se a área expressiva destinada ao cultivo da fruta no município, sendo a maior no Rio Grande do Sul, grande investimento em produção de matéria-prima e agroindústrias para a produção de azeite.

Quanto aos desafios da cultura, o extensionista frisa que quanto ao clima não há o que mudar, mas pode-se instalar irrigação para reduzir os riscos com as estiagens. Além disso, Zago cita que o vento pode causar injúrias às flores e doenças fúngicas, amenizadas com instalações de quebra ventos. Outra ação que produtores e técnicos precisam estar atentos é a capacitação da mão-de-obra operante.

Espaço para crescimento
No Brasil, a maior parte do azeite consumido é importada. Segundo o extensionista, a produção local representa apenas 2% do volume consumido no país, sendo a maior produção nos estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Para estimular a produção, foi criado em 2015 o Programa Estadual de Desenvolvimento da Olivicultura (Pró-Oliva). Sob a gestão da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), por meio da Câmara Setorial das Oliveiras, e executado pela Emater/RS-Ascar, o Programa visa fomentar, apoiar os produtores e consolidar a olivicultura. Entre as ações estão previstas a defesa sanitária e produção de mudas de qualidade, o aumento da produção e produtividade dos olivais, assistência técnica e pesquisa, industrialização de azeites e conservas e crédito por meio de linhas de financiamentos. Também existe o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), que objetiva viabilizar a cultura da oliveira no Brasil.

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