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Capão da Canoa ganha novo ambulatório de saúde mental

Objetivo é promover e ampliar o acesso às ações de saúde mental na atenção primária em articulação com as equipes das Unidades de Estratégia de Saúde da Família

Foi inaugurado, na manhã de sexta-feira (24), o ambulatório de saúde mental de média complexidade, com recursos próprios, e que possui equipe multiprofissional composta por uma enfermeira coordenadora, um médico com experiência em psiquiatria, dois psicólogos, duas assistentes sociais. O espaço está localizado na Rua Cruzeiro do Sul, nº 450, bairro Arco-Íris.

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O objetivo é promover ações de saúde mental na atenção primária em articulação com as equipes das ESFs. Ainda visa ampliar o acesso à assistência em saúde mental para pessoas de todas as faixas etárias com transtornos mentais mais prevalentes e prestar assistência multiprofissional às pessoas com transtornos mentais moderados encaminhados pela Atenção Básica.

O Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, ressalta que é de extrema relevância avançar na política pública de saúde mental neste período delicado de pandemia, que não deve barrar avanços na saúde pública municipal. “Nossas equipes estão empenhadas em entregar o melhor serviço para a comunidade e acredito que estamos alcançando esse objetivo”, diz.

A Secretária Municipal de Saúde, Ângela Patrícia Schardosim, destaca a importância deste trabalho em rede para suprir áreas historicamente negligenciadas e trazer maior eficiência dos recursos materiais e humanos já existentes no município. “Neste sentido, os serviços foram implantados no local do antigo posto (desativado) de saúde do bairro arco-íris e conta com equipe do quadro efetivo de servidores”, conclui.

A homenageada

O espaço leva o nome de Nise da Silveira, médica psiquiatra brasileira. Reconhecida mundialmente por sua contribuição à psiquiatria, revolucionou o tratamento mental no Brasil. Foi uma das responsáveis pela humanização dos tratamentos, com foco na terapia ocupacional.

Dedicou sua vida ao trabalho com doentes mentais, manifestando-se radicalmente contra as formas que julgava serem agressivas em tratamentos de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. Nise ainda foi pioneira ao enxergar o valor terapêutico da interação de pacientes com animais.

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