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Rio Grande do Sul

Leany Lemos assume presidência do BRDE

Como representante do Rio Grande do Sul na direção do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leany Lemos tornou-se, nesta sexta-feira (4), a primeira mulher a assumir a presidência na história da instituição. A partir do rodízio estabelecido entre os três Estados do Sul e acionistas do banco, a posse ocorreu em ato no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, na presença do governador Eduardo Leite.

Uma das principais metas da nova presidente está em acelerar a busca por novas fontes de recursos e, assim, ampliar a oferta de crédito, especialmente em razão das novas demandas impostas pela pandemia. “Será preciso dar apoio aos médios e pequenos e fortalecer o microcrédito para empreendedores, produto ofertado por diversas instituições no país”, explicou Leany.

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A nova presidente do BRDE entende que o banco precisará ampliar as parcerias com os municípios, que hoje respondem por apenas 2% da carteira. “São os prestadores finais de serviços públicos mais básicos, como saneamento e infraestrutura básica. Atendê-los não só na oferta de crédito, mas eventualmente em apoio a projetos, para que suas políticas públicas de desenvolvimento também possam ser executadas com sucesso”, disse.

Leany considera importante a instituição aprofundar os processos de modernização e inovação, adotando novos produtos, ferramentas tecnológicas, mudanças organizacionais e proximidade com o ecossistema de inovação dos Estados. Em sua manifestação, destacou a solidez do BRDE no aspecto financeiro e patrimonial, apresentando diferentes indicadores positivos, entre eles baixa inadimplência e liquidez. Ela observou ainda o trabalho da direção anterior, que nos últimos anos imprimiu mudanças importantes, com diversificação de funding (captação de recursos para investimento), o que permitiu um desempenho ainda melhor. “Mérito de uma direção madura e experiente, com visão de futuro, inovação e sustentabilidade”, afirmou.

O ato contou com a participação do vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior, e do presidente do Conselho de Administração do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, que respondia pela presidência da instituição. Ao apresentar um balanço de sua trajetória no banco desde 2015, Noronha destacou os avanços conquistados no período. “Conseguimos reduzir uma dependência do BNDES como fonte de recursos de 99% para algo ao redor de 55%”, disse.

Noronha seguirá atuando no BRDE como diretor de Planejamento, área que já era de sua responsabilidade nos últimos anos. Representantes de demais Poderes e órgãos de Estado, parlamentares, lideranças empresariais e de entidades de classe acompanharam o evento.

BRDE

BRDE é o 16º banco em tamanho de carteira no Brasil, com R$ 13,5 bilhões. É responsável por oferecer crédito de cerca de R$ 3 bilhões ao ano aos três Estados acionistas: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da parceria com Mato Grosso do Sul. Os valores dos ativos somam R$ 16,8 bilhões. O setor primário tem no BRDE um importante parceiro e responde por quase 24% das operações de financiamento, patamar semelhante de médias, pequenas e micro empresas.

Além da direção-geral em Porto Alegre, o banco tem agências nos três Estados, escritórios em cidades importantes da região Sul do país e também em Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Quem é Leany

Leany Barreiro de Souza Lemos comandou, até o mês de junho, a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Rio Grande do Sul, onde atuou diretamente na aprovação do Reforma RS, conjunto de projetos que resultou em uma mudança estrutural nas carreiras do funcionalismo e que já vem apresentando resultados fiscais ao conter o crescimento das despesas de pessoal. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 50 anos de existência da pasta. Ao deixar o Planejamento, Leany Lemos foi indicada pelo governador Eduardo Leite para ocupar a presidência do BRDE. Será também a primeira mulher a ocupar o posto.

Até essa semana, Leany coordenava o Comitê de Dados da Covid-19, que mobiliza uma equipe de especialistas na concepção do Modelo de Distanciamento Controlado e define protocolos para a retomada das atividades a partir de critérios que medem o avanço do novo coronavírus e a capacidade de atendimento dos serviços de saúde.

Mestre em Ciência Política (1998) e doutora em Estudos Comparativos das Américas (2005) pela Universidade de Brasília (UnB), tem pós-doutorado no programa Oxford-Princeton Global Leaders (2009-2011). Recebeu o prêmio Alacip de melhor tese de doutorado em Ciência Política da América Latina, biênio 2004-2005, e Menção Honrosa do Prêmio Capes de Teses, 2005.

Nascida em Brasília, foi pesquisadora colaboradora plena do Instituto de Política/UnB de 2008 a 2013, e secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal entre 2015 e 2018. É servidora de carreira do Senado desde 1993 e professora do mestrado em Gestão Pública no Instituto de Direito Público (IDP) desde 2017.

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