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Rio Grande do Sul

RS e Exército distribuem medicamentos do kit intubação nesta terça

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul e o Exército Brasileiro irão distribuir, nesta terça-feira (6), 92.799 frascos de sedativos e bloqueadores neuromusculares a 69 hospitais gaúchos. Os medicamentos Atracúrio, Cisatracúrio, Midazolam e Rocurônio fazem parte do chamado kit intubação, necessários ao procedimento de ventilação mecânica em pacientes com dificuldades respiratórias.

Essa nova remessa foi enviada pelo Ministério da Saúde, e os critérios de rateio são de competência da SES. O armazenamento e a distribuição são realizados com auxílio do Exército Brasileiro. Os produtos são separados e armazenados no 3º Batalhão de Suprimento, em Nova Santa Rita, e, posteriormente, distribuídos pelo 3º Grupamento Logístico.

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Remessa

A remessa desta semana é composta por 39.825 frascos de Atracúrio, 11.415 de Cisatracúrio, 22.630 de Midazolam e 18.929 de Rocurônio. De acordo com o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da SES, Roberto Schneiders, esta é uma quantidade importante, porém ainda pequena frente à necessidade dos hospitais. “Estamos fazendo todos os esforços de competência do Estado possíveis para seguirmos abastecendo a rede e, assim, garantir conforto aos pacientes nesse momento difícil”, explica. Para otimizar a distribuição, medicamentos semelhantes ou que produzem o mesmo efeito estão sendo partilhados a hospitais diferentes.

O Midazolam será distribuído para 46 hospitais que têm leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (UTI), e proporcionará uma cobertura mínima para quatro dias de consumo. Os outros medicamentos, que são bloqueadores neuromusculares, serão distribuídos a 58 hospitais que têm leitos de UTI pelo SUS e proporcionará uma cobertura mínima para cinco dias de consumo.

O rateio foi realizado com base em um acompanhamento semanal da SES junto à rede hospitalar, em que as próprias instituições declaram a quantidade de medicamentos de seus estoques. A diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada, Lisiane Fagundes, explica que são utilizadas as informações mais recentes possíveis nos cálculos que definem quanto cada hospital irá receber.

A responsabilidade pela compra desses medicamentos é das instituições hospitalares, não fazendo parte da rotina da Assistência Farmacêutica do Estado. No entanto, frente à dificuldade de aquisição no país e ao aumento da demanda desde o ano passado, o governo do Estado e o Ministério da Saúde se articularam para comprá-los excepcionalmente e distribuí-los às instituições com estoques críticos e que prestam atendimento pelo SUS.

A Secretaria da Saúde realiza, com hospitais e pronto atendimentos, um levantamento semanal do estoque dos 22 medicamentos para intubação. A ação de rotina visa acompanhar a quantidade de cada um na rede hospitalar, que sofre escassez desde julho do ano passado, em decorrência da pandemia de Covid-19. Já foram adquiridos medicamentos no mercado nacional e internacional, tanto pelo Ministério da Saúde como pelo Estado do RS.

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