NegóciosPorto AlegreTecnologia & Inovação

Inteligência de dados ajuda reduzir a necessidade de capital de giro em estoques

Evento da Rede de Entidades Parceiras ensina a utilizar esta ferramenta

A Rede de Entidades Parceiras, que conecta entidades empresariais de todo o RS, realizou mais uma edição do CDL POA Talks – evento digital que mostrou alternativas para melhorar o processo de compra e a gestão de estoque. O empresário Guilherme D’Masseroni, CEO e fundador da James Tip, ferramenta de inteligência artificial para gestão de estoques, parceira da CDL POA e Rede de Entidades Parceiras no Info Hub, falou da importância em transformar a gestão operacional em estratégica, por meio da leitura de dados e sua interpretação a partir da inteligência analítica na avaliação de indicadores, de modo a reduzir a necessidade de capital de giro aplicado.

Masseroni explicou que, hoje em dia, não é mais viável gerenciar todas as variáveis que compõem a gestão de estoque de uma empresa de forma analógica. “Sempre foi assim”, “estamos há anos neste mercado”, apesar de relevantes, estas afirmações não comprovam uma gestão mais saudável e benéfica para o negócio. Um dos maiores objetivos de uma gestão de estoques é a redução do capital de giro, responsável por manter a operação de pé. Para entender o capital de giro, é importante entender quais são seus excessos, rupturas, estoque máximo, estoque mínimo, estoque médio, sazonalidade, custos operacionais, lead time (tempo de compra até chegar ao estabelecimento) e cobertura. São indicadores flutuantes, vivos.

O estoque é um armazenamento de recursos materiais em um sistema de produção e operação, e a sua ruptura, quando falta mercadoria para a reposição, significa a desastrosa perda de uma venda. A previsão entra como recurso essencial na cadeia de estoque, especialmente em um momento em que há um desabastecimento de matéria-prima na indústria, decorrente de diversos fatores, como a pandemia do coronavírus. O excesso de estoque é uma realidade recorrente nas empresas, justamente pela dificuldade de previsibilidade das mais diversas variáveis.

Com a evolução tecnológica, empresas adotaram inúmeros processadores de dados, entretanto, as informações não conversam entre si, como os ERPs e os CRMs, ferramentas que organizam os processos de gestão e de comportamento de clientes. As informações tecnológicas foram suplantadas pela complexidade dos processos, entretanto, essa realidade pode ser modificada por meio da inteligência artificial de dados.

É importante saber quantos indicadores (KPIS) a empresa apura e quantos utiliza. Segundo Masseroni, não adianta mensurar a todo momento e não operacionalizar, não dar vazão aos indicadores. Hoje, os varejistas e distribuidores devem deixar de ser operacionais para serem estratégicos. Previsão de compra deve ser rápida e deve mudar a lógica, sempre. Uma agenda de compra deve saber se o mercado mudou, pois é um comportamento contínuo, se há agenda travada, a operação fica travada.

É justamente para organizar os processos, a partir a aplicação de regras de negócios determinadas pela empresa, que a inteligência artificial entra para tornar a jornada ágil e estratégica. O empresário destaca que a ferramenta do Info Hub da CDL POA e da Rede de Entidades Parceiras possui integração com os ERPs e que foi construída para pequenos e médios negócios.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo

Nosso site usa cookies para melhorar sua experiência de navegação. Mais informações

As configurações de cookies neste site são definidas para "permitir cookies" para fornecer a você a melhor experiência de navegação, anúncios relevantes e maior segurança do usuário. Se você clicar em "prosseguir", vamos entender que está satisfeito com ele. Consulte nossa Política de Privacidade.

Fechar