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Fael amadurece seu som em segundo disco

Em "Sem medo de ser feliz" o artista gaúcho abraça o pop em novo EP

Em busca da experimentação artística, Fael reuniu as músicas do seu novo EP, “Questão de Tempo”, lançado de forma independente. Diferentemente do trabalho de estreia, “Aqui e Agora” (2021), que trazia uma pegada mais rock e MPB, o artista se entrega ao pop, com canções mais curtas, com beats eletrônicos, camadas e synths. Representando o amadurecimento pessoal e musical, o novo disco conta com seis faixas, incluindo o single “Setembro”, que também ganhou um clipe. O compacto tem lançamento marcado para o dia 18 de janeiro de 2024 nas principais plataformas de streaming.

“Acredito que esse é um trabalho de amadurecimento artístico, enquanto o primeiro EP era muito sincero e até exagerado, este é mais racional, mais refinado. Aprendi que menos às vezes é mais, criando arranjos mais inteligentes, explorando novas texturas. Sinto que tenho uma alma um pouco maximalista na forma que faço música, querendo encaixar muitas ideias em um lugar só. Nesse projeto busquei tratar cada canção de forma mais contida, para que a produção servisse à canção e não o contrário. De alguma forma sinto que também é uma forma de encerrar esse primeiro ciclo da minha carreira para, no futuro próximo, investir em um álbum completo.”, avalia Fael.

O EP “Questão de Tempo” é um apanhado de composições que datam desde 2010, e que hoje se comunicam com o momento de Fael, como se fosse “uma carta do meu eu de hoje para o meu eu adolescente, que escreveu estas melodias”, descreve. É o caso de “Pelas Ruas”, escrita em 2010 e “Cosmonauta” (2013), recuperadas para dar coesão a este universo reflexivo criado pelo artista.

“Por isso acho que o grande tema do EP é amadurecimento e a passagem do tempo, a faixa ‘Setembro’ de certa forma começa de onde ‘Aqui e Agora’, do disco anterior, terminou que era aceitação de ser você mesmo, e as músicas seguintes são um olhar para o passado e, de certa forma, uma aceitação da própria história. ‘Pelas Ruas’ é sobre romances antigos; ‘Questão de Tempo’ fala sobre nostalgia; ‘São Tomé’ sobre aceitar o que passou e seguir em frente; ‘Cosmonauta’ sobre um astronauta refletindo sobre o destino da Terra após sua destruição. O tempo é uma grande constante tanto nas temáticas das letras quanto na minha relação com essas músicas escritas em épocas tão diferentes, por isso também o título.”, define Fael.

Enquanto no primeiro trabalho, em 2021, Fael buscava sua identidade musical, em “Questão de Tempo”, o artista se sente livre para experimentar, para brincar com as notas musicais e com as suas influências. Desta vez, ele traz uma mistura de The Strokes e The Weeknd, como na faixa “Pelas Ruas”; e também vai do pop rock noventista, em “Questão de Tempo”; até o contraste entre o minimalismo e a explosão em “Eu Não Nasci Pra Ser Herói”.

O EP “Questão de Tempo” traz Fael como cantor, compositor e também é dele a arte presente na capa. A produção é de Cezar Tortorelli, com mixagem e masterização de Leonardo Braga. A música “Pelas Ruas” é uma composição em parceria com Gabriel Farias. Participam os músicos Cezar Tortorelli (guitarras e violões) e Giancarlo Gaudio (baixo).

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