Comusa faz 120 análises diárias da água em Novo Hamburgo
Com rigoroso controle de qualidade, a autarquia de Novo Hamburgo ultrapassa o tratamento e mantém análises diárias na rede de distribuição de água potável para assegurar um fornecimento seguro, atendendo às normas do Ministério da Saúde.
Antes de chegar às torneiras dos moradores de Novo Hamburgo, a água tratada pela Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo passa por um processo de controle de qualidade que não se restringe apenas à Estação de Tratamento de Água (ETA). A autarquia mantém uma rotina intensiva de análises 24 horas por dia para garantir a potabilidade em toda a rede de distribuição da cidade.
Este trabalho contínuo é fundamental para assegurar que a água, que viaja por quilômetros de tubulações, mantenha o padrão de qualidade exigido pelo Ministério da Saúde, protegendo a saúde pública e prevenindo doenças de veiculação hídrica.
Análises constantes na ETA e na rede
O controle de qualidade começa na própria ETA da Comusa. No laboratório da estação, são realizadas análises detalhadas de hora em hora, dia e noite, para monitorar o processo de tratamento em todas as suas etapas.
No entanto, o monitoramento mais abrangente ocorre na rede de distribuição através dos Pontos de Controle de Qualidade (PCQs). São 120 pontos estratégicos espalhados por Novo Hamburgo, onde são feitas coletas diárias para verificar se a água que chega aos usuários tem a mesma excelência da que sai da ETA.
A triagem no PCQ: três amostras por ponto
Em cada um dos 120 PCQs, a Comusa coleta três amostras diariamente. A análise é dividida em etapas essenciais:
Análise Local (Cloro Residual): Uma amostra é analisada no próprio local de coleta para verificar o nível de cloro. O cloro residual livre deve atingir o mínimo determinado pela legislação (atualmente, a Portaria GM/MS nº 888/2021 exige um residual mínimo de 0,2 mg/L na rede), que é crucial para garantir a desinfecção e impedir a proliferação de microrganismos durante o trajeto da água.

Análises Laboratoriais (Físico-Químicas e Microbiológicas): As outras duas amostras são encaminhadas ao laboratório para testes detalhados. Nesses ensaios, são verificados parâmetros como turbidez, cor, pH, e, principalmente, a ausência de agentes patogênicos (coliformes totais e Escherichia coli), seguindo rigorosamente os padrões de potabilidade brasileiros.
Laboratórios reconhecidos e a Norma ISO 17025
A confiabilidade dos resultados é reforçada pelo alto padrão dos laboratórios da Comusa. A autarquia possui reconhecimento da Rede Metrológica do Rio Grande do Sul (RMRS), pois atende aos requisitos da norma técnica ISO/IEC 17025.
Essa qualificação atesta a competência técnica do laboratório para realizar ensaios e calibrações de forma segura e confiável, validando o monitoramento realizado. Além disso, o Laboratório de Controle de Qualidade é cadastrado junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) como Laboratório de Análises Ambientais.
O contexto da potabilidade no Brasil (Portaria 888/2021)
O trabalho da Comusa obedece aos critérios estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 888 de 2021 do Ministério da Saúde, que é o padrão nacional de potabilidade da água para consumo humano. Esta portaria estabelece limites máximos permitidos para uma vasta gama de substâncias, incluindo parâmetros microbiológicos (como a ausência de E. coli), e substâncias químicas (como metais pesados e subprodutos da desinfecção).
Ao monitorar 120 pontos diariamente, a Comusa garante que os padrões da Portaria 888/2021 sejam cumpridos não apenas na saída da estação, mas em toda a extensão do sistema de distribuição de Novo Hamburgo.
“A Comusa trabalha 24 horas por dia para garantir a qualidade da água tratada distribuída para a população. Tanto o tratamento como o monitoramento da água são realizados por uma equipe comprometida e qualificada,” destaca a Engenheira Química Aline Bauer Lacerda, da autarquia.
Esse esforço diário de monitoramento e a qualificação técnica dos laboratórios da Comusa são a base para que a população de Novo Hamburgo receba água com a condição adequada e segura para o consumo. A transparência sobre esse processo é mantida, e a autarquia costuma disponibilizar relatórios anuais de qualidade da água para seus usuários.





