Poeta de São Borja é bicampeão do Esteio da Poesia Gaúcha

Fotos: Adriano Rosa da Rocha

Pela primeira vez, o Esteio da Poesia Gaúcha tem um bicampeão. Com o trabalho “Tudo o que Havia de Bueno”, o poeta são-borjense Rodrigo Bauer conquistou o título da quarta edição do festival, realizado na noite do último sábado (24), na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya. Em 2016, Bauer ganhou com “Tudo o que Havia de Bueno”, homenagem ao tradicionalista e apresentador Antônio Augusto Fagundes. “A segunda vitória no Esteio da Poesia me traz uma alegria muito grande. É um festival que vem crescendo e amadurecendo muito rápido e com muita consistência! Fazer parte dessa história é muito gratificante”, comentou, satisfeito, o poeta campeão.

O melhor trabalho em palco ficou com “O Duelo de Don Blanco”, do poeta Rodrigo Kuhn, interpretado pela declamadora Silvana Giovanini, amadrinhada (acompanhamento musical) pelo próprio autor, também premiado como melhor amadrinhador. Destaque, também, para as mulheres. Liliana Cardoso Duarte, Silvana Andrade e Silvana Giovanini ganharam os três troféus destinados aos melhores declamadores da noite.

Antes das apresentações, o prefeito Leonardo Pascoal saudou ao público que lotava a Casa de Cultura. “Hoje é um momento que materializa esse investimento da Administração Municipal na cultura, especialmente na cultura e tradição do Rio Grande do Sul. O Esteio da Poesia cresce a cada ano, se qualifica e se converte num dos principais festivais da arte gaúcha. Quero agradecer a participação dos 10 poetas finalistas, mas também de todos os que mandaram poemas inéditos para nosso evento. Isso nos orgulha muito e a participação crescente a cada ano nos dá certeza de que investir no Esteio da Poesia, na cultura, na tradição, realmente, é um bom investimento”, afirmou. Assim como no ano passado, Pascoal encerrou a sua fala declamando um poema de autoria de Vaine Darde: “Se fez tijolo a tijolo /Esta querência de Esteio/ Para unir os alheios / Que aqui buscaram consolo / Palco do flete crioulo/ De todas as sesmarias / Da mais perfeita harmonia/ Oriunda de toda parte/ Hoje se irmana na arte/ no Esteio da Poesia.”

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Noite de música e verso
As apresentações da noite, como é tradição no Esteio da Poesia, começaram com um show local. O músico esteiense Jean Carlo Godoy mostrou todo o seu talento ao violão, com a participação dos seus conterrâneos Lucas Ferrera e Marcelly Bueno Cachoeira, atual campeã como intérprete vocal do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart). O espetáculo contou ainda com a flautista riograndina Charlise Bandeira e o porto-alegrense Guilherme Castilhos. Depois, foi a vez das principais atrações da noite: as poesias. Com diferentes temáticas e estilos, os declamadores interpretaram os 10 trabalhos finalistas do festival, sempre acompanhados por grandes amadrinhadores. A cada poema interpretado, a plateia fazia o silêncio necessário para não atrapalhar a declamação. Após, reagia com muitos aplausos.

A noite de música e verso seguiu com um show especial do cantor Daniel Torres e seu repertório que mescla música gaúcha e clássicos latino-americanos. Já passava da meia noite quando o apresentador Odilon Ramos começou o anúncio dos destaques do Festival. Foram premiados com troféus e prêmios em dinheiro os três melhores poemas, declamadores e amadrinhadores. Os campeões da noite ganharam, ainda, duas diárias para duas pessoas na Hospedaria Provençal, apoiadora do festival. O poema campeão ganhou também uma faca artesanal oferecida pela cutelaria Mauro Rosado.

Um dos maiores festival do Estado
Em sua quarta edição, o Esteio da Poesia Gaúcha se converteu em um dos maiores festivais do gênero no Rio Grande do Sul. A atual edição recebeu a inscrição de 362 trabalhos, enviados por 127 poetas de 64 cidades diferentes de cinco estados brasileiros e do Distrito Federal. Além do Rio Grande do Sul e da capital brasileira, as obras vieram de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e de Roraima. Os finalistas foram definidos no dia 9 de dezembro, em reunião na Biblioteca Municipal Rui Barbosa.

Resultados
Melhor Trabalho em Palco
O Duelo de Don Blanco, de Danilo Kuhn (São Lourenço do Sul), declamada por Silvana Giovanini (São Lourenço do Sul), amadrinhada por Danilo Kuhn

Melhores Poesia
1º lugar – Tudo o que Havia de Bueno, de Rodrigo Bauer (São Borja), interpretada por Pedro Júnior Lemos da Fontoura (Bento Gonçalves), amadrinhado por Henrique Scholz (Campo Bom)
2º lugar – O Duelo de Don Blanco
3º lugar – Aguaceiro, de Marcelo Dávila (Porto Alegre), declamada por Silvana Andrade (Portão), amadrinhada por Jadir Oliveira Filho (Portão) e Dhouglas Umabel (Porto Alegre)

Melhores declamadores
1º lugar – Liliana Cardoso Duarte (Porto Alegre), em O Dono de Mim, de Carlos Omar Villela Gomes (São Vicente do Sul) e Bianca Bergmam (Cachoeira do Sul), amadrinhada por Geraldo Trindade (Porto Alegre)
2º lugar – Silvana Andrade, em Aguaceiro
3º lugar – Silvana Giovanini, em O Duelo de Don Blanco

Melhores Amadrinhadores
1º lugar – Danilo Kuhn, em O Duelo de Don Blanco
2º lugar – Henrique Scholz, em Tudo o que Havia de Bueno
3º lugar – Jadir Oliveira Filho e Dhouglas Umabel, em Aguaceiro