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Desemprego sobe para 12,9 % em abril

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,9% no trimestre encerrado em abril deste ano. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. O resultado foi puxado pelo corte de vagas no comércio, que teve diminuição de 439 mil pessoas (-2,5%) na população ocupada em relação ao trimestre encerrado em janeiro.

Na mesma comparação, a população ocupada teve redução de 969 mil pessoas (-1,1%), sendo a queda mais expressiva entre os empregados com carteira assinada, com a saída de 567 mil trabalhadores (-1,7%) do grupo. O quadro negativo acarretou um aumento na taxa de desocupação, que foi de 12,2% entre novembro e janeiro para 12,9% no trimestre fechado em abril.

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“A taxa de desocupação cresceu substancialmente porque aumentou a população desocupada e continuou a queda da população ocupada. Isso acontece pelas perdas na construção e no comércio, além dos serviços domésticos. São três grupamentos com queda significativa. Perdemos quase um milhão de ocupados no trimestre terminado em abril na comparação com o encerrado em janeiro”, ressaltou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. “Outros grupamentos também tiveram tendência de queda, como a indústria e agricultura”, completou.

Em relação ao ano passado, entretanto, o saldo ainda é positivo no mercado de trabalho. A taxa de desocupação ainda ficou abaixo dos 13,6% registrados no trimestre fechado em abril de 2017.

“No geral, o quadro é mais favorável no longo prazo, mas no período mais curto é mais complicado. Temos que levar em consideração que 2017 é uma base fraca de comparação. No curto prazo, a situação se inverte e vemos uma situação precarizada do mercado de trabalho, inclusive com diminuição nos empregos formais”, destacou Cimar.

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“Essa recuperação do ano passado está se desfazendo ao longo desse ano. Estamos no positivo no longo prazo, mas a melhoria está se desfazendo, inclusive com aumento da população fora da força de trabalho em 2018”, encerrou.

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