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Susana Kakuta quer ampliação do Tecnosinos em São Leopoldo

assume a gestão do com planos de e crescimento

Susana Kakuta Tecnosinos Unisinos Sao Leopoldo RS - Susana Kakuta quer ampliação do Tecnosinos em São Leopoldo
Susana Kakuta, CEO do Tecnosinos em São Leopoldo

Peça fundamental na mudança do modelo de negócios do Parque em 2009, Susana Kakuta não é nenhuma estranha ao Tecnosinos. Com a atração de maiores investimentos e o aumento do número de empresas de 23 para 75 sediadas, além do crescimento de empregos de 600 para 6 mil durante os quatro anos em que esteve a frente da gestão, a profissional retoma à diretoria do Parque Tecnológico de São Leopoldo.

Peça fundamental na mudança do modelo de negócios do Parque em 2009, Susana Kakuta não é nenhuma estranha ao Tecnosinos. Com a atração de maiores investimentos e o aumento do número de empresas de 23 para 75 sediadas, além do crescimento de empregos de 600 para 6 mil durante os quatro anos em que esteve a frente da gestão, a profissional retoma à diretoria do Parque Tecnológico de São Leopoldo.

Como foi voltar à gestão do Tecnosinos?

Não tenho dúvida nenhuma de que quatro anos, período em que não estive aqui, representa bastante tempo no setor tecnológico, principalmente no que diz respeito à crise econômica que enfrentamos, a tipologia das empresas do Parque, seu crescimento e transformação. Essa é a marca mais significativa de empresas de base tecnológica, elas mudam com uma velocidade superior. Outro fator significativo foi a crise econômica que enfrentamos, pois ela fortaleceu a necessidade da tecnologia como um novo eixo de desenvolvimento e, especialmente, como uma ferramenta de perpassar a crise. Nos ensinou que os modelos tradicionais de superar dificuldades, com redução de quadro ou insumos, eram muito supérfluos. Fora que a necessidade também obrigou o Brasil a se abrir para mercados internacionais, promovendo uma competição global muito maior. Então, mesmo que o período de quatro anos pareça curto, o ambiente tecnológico atual representa um cenário diferente da minha gestão anterior. E como é bom poder acompanhar o crescimento das empresas do Parque, que comprova o quanto esse ecossistema de inovação é importante para a região. O meu retorno representa igualmente um grande desafio, como também uma grande oportunidade. O Tecnosinos é um dos parques mais internacionalizados e premiados do país. Meu papel, portanto, é turbinar o seu protagonismo no desenvolvimento de tecnologia e da economia nacional. Nosso principal objetivo é repensar como as coisas são feitas para que o Parque siga sendo atrativo e um lócus de inovação.

Quais os principais projetos pensados para 2019?

O Programa Talentos é o número um pela importância estratégica, já que trabalha a principal necessidade das empresas, que é o recurso humano. Nós queremos que mais jovens tenham acesso às áreas de engenharia da Unisinos, conectando a graduação e pós-graduação com a realidade de demandas tecnológicas do Parque para assim atrairmos cada vez mais pessoas ao Tecnosinos. Ainda que hoje exista um déficit de emprego no mercado, dentro do Parque nós temos 400 vagas em aberto. E o Programa Talentos acompanha a premissa que outros países já haviam se dado conta: para ter profissionais de engenharia de qualidade, nós precisamos começar na educação base dos estudantes.

A expansão física do Parque é outro projeto que nós já tínhamos iniciado na minha gestão anterior e que queremos dar continuidade. Estamos planejando a utilização de 50 hectares da área horto, que dará ao Tecnosinos a oportunidade de sediar empresas de maior porte, não apenas de serviço, mas especialmente produtoras de bens, a exemplo de outras existentes como

a HT Micron, SAP, Altus e Digistar. Sendo assim, é necessária a vinda da área horto para o Parque, bem como investimentos para a construção da estrutura. Assim, então, poderemos atrair empresas deste tipo para cá.

Quanto ao enfoque nas startups, nós queremos modificar o formato do Parque para aumentar o número delas no Tecnosinos. Hoje, sediamos 30, sendo que nossa projeção é chegar a 100 startups, que tenham capacidade de subsistência e escalabilidade. Este projeto é importante para o ecossistema do Tecnosinos, como também para a possibilidade da criação de novas empresas.

Algo que é matricial a esses três principais projetos e que merece destaque é o papel da universidade em todos eles. O Tecnosinos é uma das partes do sistema de inovação da Unisinos e e é importante que estejamos alinhados com as demandas da universidade, considerando a graduação e pós-graduação, a produção de conhecimento e as pesquisas que estão sendo feitas, projetando cada vez mais impacto positivo, tanto para o Parque quanto para a universidade. A universidade reconhece que o Parque pode garantir a empregabilidade dos seus alunos, ao passo que o Tecnosinos demanda profissionais capacitados. Este é o grande ganha-ganha.

Quais as parcerias fundamentais para os projetos deste ano?

Quando pensamos no Programa Talentos, por exemplo, nós temos uma parceria com uma grande rede de escolas de ensino médio. Neste ano, queremos junto à SAP criar uma nova modalidade do Programa, para atrair escolas técnicas da região, especialmente da área de TI, fortalecendo a triangulação entre as instituições de ensino, empresas, universidade e o Parque. A própria governança do Parque terá um papel fundamental nos projetos de expansão e crescimento, assim como a prefeitura de São Leopoldo, no que diz respeito à área horto. Talvez a expansão do Tecnosinos seja o maior projeto de futuro da região do Vale dos Sinos para os próximos 10 anos, pela capacidade de empregabilidade que ele tem, com uma previsão inicial de 10mil vagas, através de empresas de maior porte.

Hoje, o Tecnosinos é um protagonista de primeira linha de uma rede de incubadoras. Esta incubação representa uma nova forma de vender a economia do Estado, onde você sai de uma situação que depende exclusivamente das economias tradicionais e reforça a importância dos parques tecnológicos. Desta forma, o Governo do Rio Grande do Sul é um dos grandes parceiros dos nossos projetos, por uma questão econômica e de posicionamento. As missões nacionais e internacionais do Parque vêm sendo feitas em parceria com o governo, posicionando o Rio Grande do Sul fora do país, dando visibilidade e atraindo interesse de empresas de fora para o Brasil. Esta interlocução que temos com parques tecnológicos do mundo é fundamental para posicionar-nos no ambiente global.

Como a sua experiência frente a três secretarias do Governo do Estado do Rio Grande do Sul pode beneficiar a gestão do Tecnosinos e as iniciativas planejadas?

Minha experiência profissional me possibilitou sentar em todas as cadeiras, passando por empresa, instituições de ensino e poder público. Portanto, essa multiplicidade de olhares é um diferencial, assim como as conexões que eu trago comigo. Tive a possibilidade de ter estado à frente de três secretarias e a marca que eu deixei em todas elas foi exatamente a da tecnologia,

onde pude deixar essa semente plantada. Essa experiência me traz capacidade de interlocução, como por exemplo, na minha participação da construção do documento extremamente relevante que marca as diretrizes estratégicas 2018/2028 que buscam dobrar o crescimento do PIB do Estado, através do fomento de empresas de base tecnológica e de inovação. Assim como foi aqui no Tecnosinos, em que pude participar do cluster de tecnologias para a saúde, apresentado para o Governo e que agora terá continuidade na gestão do governador Eduardo Leite, onde o Parque é o braço operacional do projeto.

Como uma mulher de notável trajetória profissional como você enxerga as mudanças de tipologia de startups dentro do Parque e os movimentos de inclusão, capacitação e impacto social?

É uma frente extremamente importante. A SAP é um exemplo, através do projeto Equality Lounge, que visa promover e capacitar o empoderamento feminino. Eu tenho uma responsabilidade grande, que começa na minha própria história. As mudanças não nascem prontas, elas tem batalhas imensas por trás delas e o campo da tecnologia dá a possibilidade da inclusão da mulher. Áreas como lifescience, biotecnologia e energias renováveis já contam com uma grande presença de mulheres, isso porque a tecnologia reconhece a capacidade de performance.

Em relação às startups de propósito, um dos projetos que queremos realizar é que as empresas do Tecnosinos vocacionarem profissionais para criação de smart-cities. Cidades inteligentes têm um impacto socioeconômico extremamente relevante, como acessibilidade a saúde, educação, informação, transparência. Temos diversas empresas e startups que tangenciam soluções que até mesmo já poderiam ser aplicadas. Por isso, estamos em contato com o prefeito (de São Leopoldo-RS) Ary Vanazzi para tentar colocar alguns projetos pilotos na cidade. É importante que o Parque promova ações que tenham impacto positivo na comunidade de São Leopoldo, não apenas na geração de empregos, mas também no seu cotidiano. Nosso foco como o cluster de saúde do Estado é também promover soluções nesta área, assim como atender as demandas do novo curso de medicina da Unisinos. Como é possível perceber, as possibilidades do Tecnosinos são múltiplas e com um alcance imenso.

Informações do Tecnosinos

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