Serra Gaúcha

Coordenadoria da Igualdade Étnico-Racial de Caxias lança projeto Juventude, Viva!

Iniciativa forma adolescentes da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves

A fim de auxiliar a implementação da lei 10.639/2003, que inclui o estudo da história da cultura afro-brasileira no currículo das escolas, a Coordenadoria de Promoção de Igualdade Étnico-Racial lançou o projeto “Juventude, Viva!”. A iniciativa contempla um grupo de 15 adolescentes da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, que estão no 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, bem como em turmas de aceleração. Eles serão estimulados a ler sobre a participação do negro na história da cidade e da região, para depois escreverem textos, letras de rap e poesias.

A coordenadoria conta com um eixo que elabora e desenvolve projetos para o enfrentamento e superação das desigualdades. O projeto Juventude, Viva! une os dois princípios. O objetivo é trabalhar a cultura afro-brasileira de forma a oportunizar mais conhecimento com atividades culturais e educativas, produzindo reflexões e autoconhecimento e fortalecendo a identidade de cada um. Outro foco é ampliar a visão dos adolescentes sobre serviços públicos e cidadania. O curso terá três meses com aulas duas vezes por semana, por meio do voluntário Douglas Ribas e de uma formação humana proposta pela coordenadoria. Os encontros começaram na última semana de abril e seguem até julho de 2019.

Coordenadoria da Igualdade - Coordenadoria da Igualdade Étnico-Racial de Caxias lança projeto Juventude, Viva!

Ribas se voluntariou ao projeto por entender a importância do trabalho desenvolvido. “Eu me interessei por oficinas aos 19 anos e entendo que isso pode ser trabalhado mais cedo, em conjunto com as matérias da escola. A poesia, além de muito vinculada com a literatura, é um meio de expressão e desabafo. É recorrente a história do negro nas poesias, como forma de luta e superação, por isso a importância do conhecimento”, destaca.

Para a titular da coordenadoria, Alessandra Pereira, a representatividade do oficineiro Douglas é importante nesse contexto. “Ele é morador do bairro, ex-estudante da escola e conhecido dos alunos. Isso traz uma representatividade fundamental para se identificarem e encontrarem a sua identidade negra. Estamos felizes pelo fato de a escola ter acolhido um projeto que traz cultura, poesia e formação humana para o cotidiano dos jovens”, ressalta.

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