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Diminui a intenção de consumo das famílias gaúchas

Após cinco meses de aumento consecutivo na Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Rio Grande do Sul, o indicador apresentou um pequeno recuo em maio, de acordo com levantamento da Fecomércio-RS, divulgado hoje (28). Ao atingir 91,4 pontos, a variação foi de -0,6% em relação ao mês anterior. No entanto, quando comparado com o mesmo período de 2018, o resultado representa alta de 18,7%. A média de 12 meses também registrou aumento, alcançando 84,3 pontos.

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“A intenção de consumo das famílias é medida a partir de 7 dimensões. Em maio, cinco das sete apresentaram recuo na margem. O consumo atual foi o que registrou maior retração na comparação com o mês anterior: -2,1%. Embora o ICF seja superior ao do ano passado, o ICF permanece em patamar pessimista, o que se traduz em cautela das famílias na hora de consumir” destaca o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn.

Com relação à situação do emprego, o indicador permaneceu praticamente estável. Já na avaliação da renda atual, houve redução na comparação com o mês anterior. O pico inflacionário recente repercutiu em perda do poder de compra, com reflexo sobre o indicador. Porém, quando comparados com o mesmo período do ano passado, os índices apresentaram alta de 10,2% e 10,7%, respectivamente.

Mesmo com recuo de -2,1% do nível de consumo atual na passagem de abril para maio em 2019, o mesmo indicador registrou aumento de 51,5% em comparação com o ano passado. No entanto, a base diz respeito a um período extremamente deprimido. “ A inflação dos alimentos e combustíveis nos dois últimos meses impactaram na capacidade de consumo das famílias. O indicador traduz isso”, explica Bohn.

Com uma avaliação pessimista desde maio de 2015, o acesso ao crédito é outro indicador que teve retração em comparação com o mês passado, com redução de -1,3%, reflexo da dificuldade de melhora no cenário econômico no primeiro trimestre de 2019. Em comparação com maio de 2018, o indicador teve alta de 19,5%.

Embora o indicador que avalia o consumo de bens duráveis tenha aumentado 28,7% em comparação com o ano passado e seja o único aspecto avaliado positivamente em comparação com abril, na margem ele se mantém muito abaixo dos 100 pontos, patamar considerado neutro.
A perspectiva profissional teve variação de -1,5% em comparação com o mês passado, embora tenha registrado um avanço de 3,1% em relação ao mesmo período de 2018. Já a expectativa de consumo alcançou 101,5 pontos, variando -0,8% em comparação com abril e crescimento de 18,5% sobre o ano passado.

“A percepção sobre a perspectiva profissional demonstra que a maior parte dos entrevistados não espera melhora no cenário nos próximos seis meses e, embora o indicador que diz respeito ao consumo futuro seja maior do que o de 2018, ele permanece próximo aos 100 pontos. Esta configuração reforça a cautela das famílias enquanto não perceberem maior estabilidade e segurança não só com relação ao mercado de trabalho como também do cenário econômico de modo geral”, finaliza Bohn.

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