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Oficina terapêutica para pacientes do CAPS AD em São Leopoldo

Da combinação entre uma planta ornamental e o cimento surge o que pode ser o recomeço para dependentes químicos. O “Projeto de Vida Concreto” é uma oficina terapêutica onde usuários do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD) de São Leopoldo aprendem a cultivar mudas de suculentas e a confeccionar vasos de concreto, além de pensar a geração de renda própria e a construir novos projetos de vida. De acordo com o usuário José Henrique Barbosa, o Zeca, “a dependência química exclui a gente da sociedade e o projeto é para incluir na sociedade de novo. Foi uma oficina que criaram para ter um espaço terapêutico de poder lidar com as plantinhas que eu não sabia e acabei aprendendo”.

Os vasos e as mudas de suculentas são produzidos em sociedade pelos usuários do serviço e residentes de saúde mental da Unisinos na rede municipal de saúde. “A gente entende que há os que participam enquanto oficina terapêutica para aprender a construir um vasinho e saber manejar as suculentas, os que se envolvem nas vendas e os que estão 100% envolvidos e têm na oficina um projeto de vida, estes são os sócios”, explica uma das residentes em saúde mental, Débora Martins. “O fato de ser uma oficina terapêutica trabalha para além da geração de renda. Os usuários circulam pela cidade, recuperam autonomia, protagonismo , cidadania, vão se ressocializando e voltando a conviver com as pessoas”, completa a residente Katharina Kammer.

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Oficina 20 623x468 - Oficina terapêutica para pacientes do CAPS AD em São Leopoldo

O projeto trabalha com três metas. Os vasinhos são vendidos a R$ 15 reais e o valor arrecadado é divido em partes iguais; a meta coletiva, meta individual e a reserva para compra de insumos do próximo ciclo de produção. “Esse projeto já possibilitou a gente fazer um cursinho de técnica de terrário em Porto Alegre, além de almoçar fora, fazer passeios, tudo com a meta coletiva”, conta o usuário Cacildo Rafael Silva da Silva.

O primeiro ciclo envolveu 7 sócios e 81 vasos de suculentas foram vendidos. “Quando alguém compra o nosso vasinho é mais que uma causa para auxiliar. Tem um produto legítimo, é questão de valorizar uma mercadoria de qualidade e também quem fez o trabalho, pois a gente leva a sério a nossa produção”, diz Débora ao contar que o grupo já recebeu uma encomenda para um casamento.

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As oficinas ocorrem para os usuários do CAPS AD todas as segundas-feiras à tarde. Os vasos são comercializados em espaços quando surgem convites como na feira da economia solidária e na Unisinos.

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