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Novo Hamburgo confirma dois casos de dengue, autóctones

Doentes são um homem de 28 anos e uma mulher de 39 anos, moradores de Canudos e do bairro Vila Nova

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Novo Hamburgo, por meio da Gerência de Vigilância em Saúde, confirma a ocorrência de dois casos de dengue, autóctones. O primeiro é um homem de 28 anos, morador do bairro Canudos. O caso foi notificado em 30 de janeiro pela UPA Canudos quando o paciente apresentou febre, exantema, cefaleia, dor nas costas e leucopenia.

O segundo caso é de uma mulher de 39 anos, moradora do bairro Vila Nova. Ela foi atendida em 12 de janeiro no Hospital Municipal e chegou com os sintomas de mialgia, exantema e artralgia intensa. Os dois pacientes não foram internados e não têm histórico de viagens.

De acordo com a Vigilância em Saúde, a Universidade Feevale, instituição com a qual a Prefeitura tem parceria, já realizou a Pesquisa Vetorial Especial nos dois casos, a partir da notificação de suspeita. “As equipes retornarão aos locais para novas ações. A aplicação de inseticida será realizada esta semana. Os moradores serão previamente avisados pelas equipes da Feevale”, diz Lisa Gaspar Ávila, gerente de Vigilância em Saúde. Ela ressalta que as localidades de moradia dos pacientes que tiveram a doença confirmada apresentaram altíssimos índices de infestação do mosquito transmissor, de acordo com o levantamento feito de 20 a 24 de janeiro deste ano.

Cuidados importantes

Os cuidados devem ser redobrados com os chamados pequenos depósitos móveis, aqueles recipientes como vasos de flores, potes, garrafas, baldes para coleta de água ou recipientes móveis em geral, que estão sendo utilizados em alguma função que aparecem sempre como os mais representativos nos levantamentos realizados, correspondendo a grande maioria dos focos de Aedes aegypti.

Segundo Lisa, também configuram um grande problema os depósitos fixos, como piscinas e cisternas. “Pelo tamanho, são de difícil tratamento, além de se constatar, neste tipo de depósito, um problema pela grande quantidade de larvas em ralos, que por sua vez também oferecem dificuldades no tratamento e muitas vezes são imperceptíveis aos proprietários dos imóveis. Somado a isso, chama muito a atenção o aumento de focos em depósitos D2, que correspondem a lixo e material descartado de forma incorreta, além dos depósitos naturais, principalmente bromélias ao nível do solo”, completa a gerente.

O alerta também é para o uso de repelentes mas sobretudo na prevenção, evitando a proliferação do mosquito. “Neste feriadão o cuidado deve ser redobrado, quando há o risco de deixar água parada e acumulada em vasos com pratinhos. Potinhos de água de animais domésticos devem ser limpos e as cisternas e ralos devem ser tapados ou receber telas”, alerta Lisa.

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