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Reforma em prédio histórico do século XIX preserva partes históricas, em NH

Partes da parede em pedra grês e madeira do prédio histórico Lar da Menina, situado no bairro Hamburgo Velho, poderão ser conferidas em breve pela comunidade. O resgate histórico de uma das mais importantes edificações do município está em fase de conclusão e promete trazer de volta um pedacinho do passado dos hamburguenses. O Lar da Menina ainda não tem a data de inauguração prevista em função da pandemia, mas a partir de dezembro estará apto a ser a sede da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) que hoje funciona no Centro de Cultura Paschoal Carlos Magno, em cima do teatro municipal.

“Os detalhes estão sendo concluídos, mas a pandemia nos fez adiar os planos e ainda não temos uma data para a mudança”, explica o secretário da Cultura, Ralfe Cardoso, que dá outros detalhes da restauração. “Existe a ideia de licitar um café no andar térreo para também aproveitar o pátio externo do terreno que ficou lindo. Sobre o anexo, que tem cerca de 300 metros quadrados, ainda estão sendo estudadas as possibilidades”, diz ele.

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A restauração do casarão histórico da Avenida Maurício Cardoso esperou sete anos para ser concluído. A obra teve início em 2013 e quase um ano depois o serviço foi paralisado com a deflagração da Operação Capivara, que apurou supostas fraudes em licitações de construtoras, incluindo a que era responsável pela obra. Em 2006 o processo foi anulado e um acordo permitiu a retomada do restauro que foi reiniciado somente no ano passado.

Na última semana, o secretário de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários, Raizer Ferreira, acompanhado da engenheira Renata Franco e da arquiteta Marina Simon, visitou as obras e aprovou o espaço. “As reformas de patrimônios históricos fazem parte do resgate da história e da identidade de um município. O antigo Lar da Menina é um exemplo de resgate e fico muito feliz de trazer de volta um pedacinho do passado para a população”, diz ele, que mostra uma parede histórica onde dá pra ver a parte consumida pelo incêndio na década de 90.

Entre as melhorias no prédio principal da casa, com mais de 677 metros quadrados, estão as esquadrias na fachada, revestimentos e pinturas internas, forros, novo reboco e pintura, instalações elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado, bem como pavimentações internas e elevador com acessibilidade, além da conexão com o prédio anexo. O investimento total na obra foi de cerca de R$ 2 milhões oriundos de recursos próprios da Prefeitura.

Uma escola para moças evangélicas

As atividades no prédio iniciaram no final do século XIX, em 1886, quando Jacob Kroeff vendeu sua propriedade para as irmãs Lina e Amália Engel para a estruturação de uma escola internato feminino voltado a moças evangélicas. A iniciativa oferecia às alunas uma sólida formação moral e cristã, além de prepará-las para os encargos do lar e orientá-las como futuras mães. Em 1895, as irmãs doaram o prédio ao Sínodo Evangélico Rio Grandense (hoje IECLB) e até 1932 na edificação funcionou a Sociedade Fundação Evangélica no Hamburgerberg.

No ano de 1937 o local volta a ser um internato apenas para meninas. Porém, na década de 50 até o final dos anos 60, o local foi um importante ativo da indústria têxtil abrigando a Fábrica de Tecidos Flori. Apenas na década de 70 o prédio se torna, oficialmente, Lar da Menina. O local também abrigou, na década de 80 o Museu do Calçado, as primeiras atividades do Atelier Livre, hoje Escola de Arte Carlos Alberto de Oliveira – Carlão (atualmente no Centro de Cultura) e um albergue municipal.

No final da década de 90, um incêndio destruiu boa parte do prédio, que durante anos ficou abandonado. Em 2008 foi tombado e adquirido pela Prefeitura de Novo Hamburgo. Em 2020, com a restauração, a estrutura se tornará um importante ponto turístico, histórico e de preservação cultural da cidade.

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