Caxias do SulSerra Gaúcha

Juvir Costella detalha plano de obras e concessões de rodovias para a Serra Gaúcha

Secretário estadual de Logística e Transportes palestrou na reunião-almoço da CIC Caxias

Acelerar realizações, deixar um legado e impulsionar a economia do Rio Grande do Sul. Esses são os três objetivos do Programa Avançar, divulgado no último dia 9 pelo governador Eduardo Leite e detalhado pelo secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, na reunião-almoço virtual que a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) realizou nessa segunda-feira (14). Costella foi especialmente convidado pela entidade para falar sobre os investimentos previstos para a Serra Gaúcha tanto em obras de recuperação como no plano de concessões de rodovias.

“É o maior investimento da história em rodovias estaduais com recursos próprios do caixa do Tesouro do Estado”, afirmou o secretário referindo-se ao montante de R$ 1,3 bilhão anunciado por Eduardo Leite e aos mais de três mil quilômetros de estradas contemplados, entre acessos municipais, ligações regionais, obras de recuperação de estradas, projetos executivos e de convênios com municípios.

Rota do Sol

Na Região da Serra, que engloba 49 municípios (Coredes Campos de Cima da Serra, Serra e Hortênsias), o plano de obras prevê um total de investimentos de R$ 192,3 milhões e 356,16 quilômetros atendidos. Nas obras de ligação regional listadas pelo estado está a Rota do Sol (RSC-453), que receberá intervenções para contenção de encosta e infraestrutura de postos de fiscalização, numa extensão total de 14 quilômetros. Com um investimento de R$ 4,2 milhões, esta obra tem conclusão prevista para 2022. A restauração da Rota do Sol foi citada nas reivindicações apresentadas pelo presidente da CIC Caxias, Ivanir Gasparin, em sua fala de abertura.

Ainda em relação à Rota do Sol, Juvir Costella anunciou que vai revogar a Decisão Normativa nº 126/2019 (Restrição da circulação de veículos de carga e/ou de transporte coletivo de passageiros com PBTC acima de 23 toneladas) por entrar em conflito com a Decisão Normativa nº 127/2019 (Proibição da circulação de veículos de carga que transportam produtos perigosos na Rota do Sol, entre Tainhas e Terra de Areia), que continuará vigente. “Está sob estudo do Daer, inclusive, o aumento da capacidade de tonelagem de trafegabilidade na Rota do Sol, aumentando de 23 para 57 (toneladas)”, informou Costella, alegando que a Rota do Sol está no radar do governo do estado.

ERS-122

Também incluída no pedido de atenção apresentado por Gasparin, a ERS-122 receberá R$ 2,9 milhões para recuperar os trechos de 9,16 quilômetros, entre Farroupilha e Caxias do Sul, e de 11,83 quilômetros, entre São Vendelino e Farroupilha. Também receberão obras de recuperação a ERS-446, entre São Vendelino e Carlos Barbosa, a ERS-452, entre Bom Princípio e o entroncamento com a BR-116, e a ERS-452/VRS-826, entre Feliz e Alto Feliz.

Já na RSC-453, de acordo com o secretário, o total dos recursos a serem investidos até 2022 é da ordem de R$ 10 milhões. O contorno de Caxias do Sul, num trecho de 11 quilômetros, consumirá R$ 3,4 milhões, devendo o restante ser aplicado nos trechos Bento Gonçalves – Farroupilha e na Rota do Sol (Tainhas – São Francisco de Paula e de Lajeado Grande a Tainhas).

Quando falava destes investimentos, Juvir Costella revelou que na próxima quinta-feira (17), o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino da Silva, estará em Caxias do Sul para vistoriar a sinalização e acessos do Trevo da Codeca, na RSC-453.

Entre os convênios com consórcio de municípios, anunciou a pavimentação da Rota do Pão e Vinho, ligando o Vale do Taquari ao Vale dos Vinhedos, passando pelos municípios de Muçum, Roca Sales e Santa Tereza, numa extensão de 23 quilômetros. Orçado em R$ 50 milhões, este projeto receberá do programa Avançar um investimento de R$ 10 milhões para a fase de licitação e início das obras.

Plano de concessões de rodovias

No plano de concessões de rodovias, que tem investimento previsto de R$ 10,6 bilhões em 30 anos, a intenção é chegar a 1,151 quilômetros de extensão, sendo 74% de malha com posta dupla ou tripla. “Em nove anos de existência da EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias), ela duplicou apenas 7,2 quilômetros de rodovias no estado do Rio Grande do Sul. A iniciativa privada, por intermédio de suas concessões, aponta que, em cinco anos, faria 40 vezes mais do que a EGR fez em nove anos. Vejam o quanto é importante se buscar a parceria da iniciativa privada, não apenas pela agilidade, mas também pela capacidade de investimento e pelo resultado”, salientou Costella. De acordo com ele, o estado do RS deverá concluir até a próxima sexta-feira (18) o estudo sobre a concessão de rodovias da Serra Gaúcha para ser debatido pela comunidade regional.

Sobre o futuro da EGR, Costella foi enfático: “extinção, fechamento. Estado não tem que cuidar de praça de pedágio e rodovias. Investimento é com a iniciativa privada”. Ainda segundo o secretário, o objetivo até o ano que vem, é que a EGR consiga transferir o restante das estradas, na ordem de 700 quilômetros, para a iniciativa privada. “Nós vamos fechar a EGR”.

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