Negócios

Permuta surge como alternativa para retomada da economia

Entidades comerciais buscam parcerias para movimentar os negócios

A prática de permutas está sendo explorada por associações, conselhos, grupos, cooperativas e outras entidades comerciais para alavancar as vendas de associados. Após um período de queda da economia brasileira em decorrência da pandemia da Covid-19, os indicadores econômicos demonstraram uma retomada no primeiro trimestre de 2021. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,2% nos três primeiros meses do ano. Já o primeiro quadrimestre apresentou um saldo positivo de 121 mil empregos e a balança comercial, em maio, cresceu 29,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar dos números animadores, a Covid-19 ainda se configura como um dos principais problemas para a retomada da economia. Outro risco que também deve ser monitorado é a crise hídrica, fator que pode afetar o fornecimento e o preço de energia elétrica. Atentas, entidades comerciais e setoriais têm buscado alternativas para manter as empresas em atividade, buscando, inclusive, soluções criativas.

É o caso, por exemplo, do Serviço Social Patronal de Goiás (SESP), que apostou nas permutas multilaterais para auxiliar seus parceiros na retomada da economia. Segundo o presidente da entidade, José Carlos Palma Ribeiro, o pior momento foram os três primeiros meses da pandemia, quando indecisão e falta de esclarecimentos resultaram em falta de norte para a tomada de decisões das empresas.

“Hoje já temos os indicadores mostrando que a economia tem tudo para se recuperar, mas ainda é fundamental buscar alternativas para que as empresas possam se adaptar a essas novas realidades. As permutas multilaterais, por exemplo, podem ser um caminho para empresas que estão com seus estoques parados ou com serviços ociosos, tornando-se um caminho a mais para os empresários”, destaca o presidente da instituição que busca o fortalecimento, crescimento e desenvolvimento sustentável de empresas. Por meio da parceria com a plataforma de permutas multilaterais XporY.com, o SESP busca viabilizar novos métodos de negociação.

Empoderamento

Outra entidade que fez parceria com a XporY.com, plataforma de permutas multilaterais oficial do Sebrae, foi o grupo Mulher que Empreende. Presente no Facebook, a iniciativa da coach Mônica Oliveira já conta com mais de 73 mil mulheres com o objetivo de criar uma rede de apoio e incentivar as mulheres a empreenderem. De acordo com a criadora, o grupo conta com integrantes do Brasil, Angola, Moçambique e Portugal e, durante a pandemia, o número de membros soltou de 15 mil para 73 mil participantes.

A coach Mônica Oliveira – Foto: Arquivo pessoal

O avanço do grupo também reflete o aumento do número de mulheres empreendedoras no Brasil nos últimos meses. De acordo com a Rede Mulher Empreendedora, o número de mulheres que passaram a empreender aumentou em 40% no último ano. A Global Entrepreneurship Monitor destaca que o país conta com mais de 30 milhões de mulheres que se arriscam a abrir e comandar um negócio, o que representa 48,7% do mercado empreendedor. Para Oliveira, esse aumento reflete os impactos da pandemia no mercado de trabalho, já que muitas mulheres tiveram que investir nesse meio por necessidade.

“Como muitas mulheres perderam o emprego, tiveram que buscar alternativas para sobreviver por meio do empreendedorismo. Muitas vezes, elas não têm dinheiro para investir e, por isso, a parceria com a XporY.com se torna importante, já que elas podem usar as permutas como alternativa aos investimentos por meio tradicional, evitando, inclusive, o endividamento”, destaca a coach.

Permutas

Segundo o especialista em economia colaborativa e sócio-fundador da XporY.com, Rafael Barbosa, as permutas multilaterais são alternativas para reativação econômica de empresas, autônomos e profissionais liberais que estão com baixo fluxo de caixa, estoques parados e serviços ociosos.

“Essa solução é importante, principalmente para empresários que estão com mercadorias sem perspectivas de negociação. Um hotel, por exemplo, pode estar com uma diária vaga prestes a vencer. Ao divulgar na plataforma, pode despertar o interesse de algum membro e, consequentemente, poderá usar o crédito para adquirir novos produtos para o seu negócio ou usar o valor recebido em serviços de manutenção, por exemplo”, detalha Barbosa.

Rafael Barbosa, sócio-fundador da XporY.com – Foto: Rogério Neves

As permutas multilaterais são feitas por meio de plataforma digital que possibilita a empresas e profissionais ofertarem seus produtos e serviços a uma rede de mais de 10 mil usuários, aumentando a possibilidade de negócios e ainda de forma econômica, pois não existe taxa de entrada ou mensalidade/anuidade. Somente quando for adquirir uma oferta é que o usuário paga uma taxa de manutenção de 10% em reais do valor da compra que está fazendo com seu crédito em X$.

Todas as negociações de troca são feitas por meio de moeda virtual de uso exclusivo da plataforma e equivalente ao Real. Assim, ao efetuar uma negociação, o permutante recebe o valor em moeda virtual e pode trocar por qualquer item de seu interesse, podendo assim investir no próprio negócio, pagando por serviços de publicidade, RH, jurídico, contabilidade, manutenção, limpeza, etc, por meio das permutas. “Ao economizar com todos esses custos, o empreendedor fica com uma disponibilidade maior para fazer seu capital de giro ou bonificar sua equipe de trabalho”, comenta Rafael Barbosa. Para saber mais sobre a plataforma, acesse www.xpory.com.

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