ExtraNegócios

ACI de Novo Hamburgo avalia de forma positiva a queda da taxa Selic

Porém, o país continua com a mais alta taxa de juros real

Nesta quarta-feira (07) o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), reduziu, pela 11ª vez consecutiva, a taxa Selic, agora para 6,75%. “Isto já era esperado pelo mercado que prevê, ainda, que será a última redução desta sequência, iniciada em outubro de 2016, e que esta taxa deverá permanecer até o final deste ano”, pontua o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, Marcelo Kehl.

Com esta redução, lembra Kehl, a Selic alcança mais uma vez a mínima histórica desde o início da série, em 1986. E isto foi possível devido à taxa de inflação (IPCA) ter finalizado 2017 em 2,95% (menor desde 1998), e da previsão de que ficará abaixo dos 4% em 2018.

“A notícia é boa para o setor produtivo, pois permite que valores hoje alocados à renda fixa e outras formas de aplicação financeira sejam direcionados para produção. No entanto, devemos lembrar que continuamos com a mais alta taxa de juros real (descontada a inflação) do mundo, 3,80%. E que, mais do que uma taxa de juros razoável, o que nossas empresas precisam é de previsibilidade, tanto econômica quanto política, e que teremos crescimento sustentável apenas quando reformas como a da Previdência, tributária e política forem aprovadas. Só assim estaremos no mesmo rumo dos países desenvolvidos, com um ambiente de negócios estimulante e não deprimente, como o que temos hoje”, avalia Marcelo Kehl.