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Casa Cor – Joia Bergamo assina A Casa do Escritor

Inspirada nas obras de Philip Johnson – Glass House, considerada uma das melhores obras arquitetônicas modernistas americanas do século XX – e Norman Foster – Universidade Livre de Berlim, um dos edifícios mais ecologicamente avançados do grupo Foster and Partners, resultado de décadas de pesquisa e experimentação pelo estúdio de como os edifícios podem utilizar tecnologias passivas e ativas para aumentar radicalmente a eficiência energética e reduzir o impacto sobre o meio ambiente – a designer de interiores Jóia Bergamo, criou a Casa do Escritor para a 32ª Edição da CASA COR São Paulo, que acontece no Jockey Clube de São Paulo, de 22 de maio a 29 de julho de 2018. “Como conceito do meu espaço, imaginei criar uma casa para um escritor, onde a mesma pudesse proporcionar-lhe ambientes perfeitos para viver, requalificados pela luz natural e perfeita circulação do ar, proporcionando máximo conforto”, comenta Jóia. Com 100m², a casa com um andar, feita inteiramente de vidro – mesmo com o fechamento total, a incidência solar direta é amenizada com as árvores existentes aliado à utilização de vidro, que tem fator solar de 63% de bloqueio de calor -, integra todos os ambientes de forma simples e sofisticada.

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Ao entrar, o living decorado com peças assinadas por Reinaldo Lourenço, lançadas em 2017 – apresentam formas circulares com a proposta de dar mais movimento e fluidez (linha Rei), e trabalho gráfico apresentado em seus croquis, trazendo a técnica e o efeito utilizados nos vestidos (linha Stripes), Ronald Sasson, Paulo Sartori e Antonio Bonet -, completam a atmosfera relaxante e intelectualizada do projeto.

A cozinha tem os armários com pintura metalizada Dark Grey, linhas retas e puxadores imperceptíveis que se incorporam ao produto, além de detalhes e acessórios inteligentes que determinam sua funcionalidade e personalidade. O quarto recebeu a transparência do vidro lapidado bronze e fundo em espelho cristal e a leveza dos perfis em alumínio que se harmoniza perfeitamente com a integração proposta na casa: tecnologia, simplicidade e sofisticação. O closet tem painéis que envolvem todo o ambiente com uma linguagem única, conferindo fluidez. As prateleiras iluminadas com perfil metalizado Selenium ajudam a destacar a beleza dos painéis em couro

O living segue o mesmo conceito do sistema Wall System do quarto, com painéis em couro e prateleiras em vidro lapidado bronze. Os revestimentos também merecem atenção no espaço da designer, que escolheu o porcelanato Grand Metal e Backstage Portinari. O primeiro, segue o conceito atual do metal e do aço, uma das grandes tendências da temporada. Já o Backstage, usado no chão, reproduz com perfeição a textura e a cor do cimento, em peça especial, desenvolvida em porcelanato técnico, que é muito mais resistente e durável.

Além das obras de arte e da série fotográfica sobre New York, assinada por Gian Chumer, a decoração da Casa do Escritor ganhou um painel que representa o escritor em uma época de transição entre a escrita manual, para a automática. O artista plástico Camilo Rodrigues usou como técnica o grafite. No escritório, único momento da casa onde não há o sombreamento artificial direto, será utilizado um painel duplo perfurado que funciona como um brise soleil, permitindo a ventilação constante e sombreamento do espaço.

Com o mote principal de sustentabilidade, além do tema da mostra ser A Casa Viva, a arquitetura da casa foi feita de forma a promover o conforto térmico e energético desde a concepção volumétrica até a escolha de materiais. Grandes aberturas ao longo da fachada associados ao rasgo linear no fundo do volume garantem a ventilação constante do ambiente através da convecção térmica, o efeito chaminé.

Como sistema estrutural, também pensando em sustentabilidade e tempo de execução, a designer optou por uma construção de aço com fechamento de placas cimentícias. As placas também proporcionam excelente isolamento térmico e acústico. Essa escolha ainda possibilita uma construção rápida, seca e com poucos resíduos, evitando a poluição. Os materiais utilizados emitem baixos índices de CO2, cerca de cinco vezes menos que construções tradicionais. Todo o material de aço utilizado é reaproveitado, e após a desmontagem será novamente direcionado a outras obras. Resultando em uma obra limpa e totalmente sustentável. A redução de insumos de obra também se dá através do uso do forro tensionado suspenso de fibra natural não inflamável e de rápida instalação. E completando o ar de aconchego, de relaxamento no seu próprio mundo, o jardim diferente do usual, baixo foi projetado de forma que não atrapalhasse a visão do interior da residência. Ao mesmo tempo deveria ser um jardim em que cada elemento, ainda que pequeno, pudesse se impor de forma robusta. A cor rubra também teve uma forte contribuição na composição das folhagens, que fazem desse jardim, um local surpreendente.

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