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Canoas tem a maior academia adaptada para pessoas com deficiência do RS

O município de Canoas conta com a maior academia adaptada para pessoas com deficiência do Rio Grande do Sul. Localizada na Universidade La Salle, o espaço oferece diversos equipamentos de musculação adaptados para atender, principalmente, paratletas do município.

A academia é uma conquista da parceria entre a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL) e da Fundação La Salle através do projeto “Em Canoas o esporte de rendimento é para todos”, financiado pelo Programa de Incentivo ao Esporte do Estado do Rio Grande do Sul (Pró-esporte). O secretário da SMEL, Roberto Tietz, afirma que o espaço está aberto para atletas canoenses, mesmo que não estejam no projeto: “para utilizar o local, pessoas com deficiência podem entrar em contato com a Secretaria ou com a própria Fundação”, esclarece.

O professor de educação física e coordenador do projeto na Fundação La Salle, Rafael Celi, explica que o programa conta com 90 paratletas em cinco modalidades: natação, atletismo, basquete em cadeira de rodas, futebol de 5 e goalball. “A academia adaptada é muito importante para os paratletas, pois, além de permitir um treinamento específico para aperfeiçoar e desenvolver os gestos técnicos dentro da modalidade esportiva, ainda possibilita melhorias nas atividades diárias das pessoas com deficiência como, por exemplo, o equilíbrio, locomoção e senso espacial, trazendo autonomia e empoderamento social”, explica.

Para o diretor da Diretoria da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Canoas, Jair Silveira, a academia adaptada representa um grande avanço para a qualificação e fortalecimento da prática desportiva de atletas com deficiência. “A relevância da iniciativa está na acessibilidade aos equipamentos e, principalmente, na capacitação dos instrutores que acompanham a realização dos exercícios. A proposta inclusiva não defende espaços utilizados exclusivamente por pessoas com deficiência, mas sim em espaços acessíveis para todas as pessoas”, completa.

A deficiente visual e atleta de goalball há seis anos, Idalina Raquel Erling, ressalta que além das facilidades dos aparelhos, os paratletas ainda contam com a experiência e a preparação dos professores no atendimento a pessoas com deficiência: “buscamos um treinamento que nos ajude na preparação física para os jogos, mas, sobretudo, um espaço em que nos sentimos acolhidos, que possamos socializar e ser atendidos dentro das nossas necessidades”.

Tietz explica que a Prefeitura e a Fundação estão iniciando o processo de renovação do projeto junto ao Pró-esporte: “nessa primeira fase, buscamos patrocínios de empresas para poder dar continuidade ao projeto, por isso, é de suma importância que os empresários canoenses se sensibilizem com a causa. Com a renovação do contrato, será possível manter os investimentos no paradesporto, realizar manutenção e qualificação das atividades, dar apoio aos atletas e às equipes”.

O secretário ainda salientou outras ações voltadas ao paradesporto em Canoas: “além da academia, ainda realizamos diversos investimentos em conhecimento, experiência e estrutura para fomentar o paradesporto. Hoje, Canoas conta com os Jogos Paradesportivos (PARAJAC), Competições Escolares Canoenses com modalidades paralímpicas (PARACECA) e investimentos na formação dos atletas com as escolinhas paradesportivas”.

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