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ACI-NH promoveu o Workshop Governança e Inovação: Convergência para a Longevidade

Novo Hamburgo/RS – Reunir cases que já passaram pela implantação da governança corporativa, e também conselheiros que são peças fundamentais na modernização, inovação e sucessão de empresas, foi um dos propósitos do Workshop Governança e Inovação: Convergência para a Longevidade. Realizado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha durante toda a manhã de quinta-feira (10), o evento contou com quatro palestras e um público que lotou o auditório da entidade.

Fotos: Fabio Winter & Lu Freitas Image Maker

O presidente da ACI, Marcelo Lauxen Kehl, e o vice-presidente de Governança Corporativa, Miguel Marques Vieira, abriram o Workshop ressaltando a importância do tema e a parceria da entidade com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e o FBN (The Family Business Network), fazendo com que o assunto seja amplamente debatido e com uma constância de propósitos.

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PALESTRAS

Marcelo Reichert, CEO da FCC, tratou sobre “Inovação em empresas familiares”, apresentando porque empresas familiares podem se tornar lugares ideais para inovação e serem uma ótima escolha profissional para jovens talentos, além do importante papel do Conselho de Administração no incentivo à inovação e ainda a estrutura e processo de inovação aplicado na FCC. “A governança trouxe maturidade e robustez ao nosso negócio”, destacou ele, que é sócio do pai e da irmã. Com 50 anos de fundação a FCC, segundo explicou, se reinventou. A empresa nasceu produzindo componentes para calçados e hoje atua com ciências dos materiais. “Estas mudanças de ciclos precisam existir para acompanhar o mercado. O que trouxe a empresa até onde ela está hoje não é o mesmo que vai levá-la adiante”, observou. Além de inovar em produtos, a FCC criou metodologias e estruturação para a inovação, observando talentos, desafios do intra-empreendedorismo, a própria estrutura, a superação de negócios e o papel do Conselho de Administração. “É preciso acabar com os fantasmas das regras tradicionais, quebrando barreiras, para dar início a novos projetos. E todo novo produto tem que ser mais sustentável que o anterior, por isso temos os grupos de desenvolvimento dentro da empresa”, pontuou.

O conselheiro Paulo Conte Vasconcellos, falou sobre “Alinhamento entre Inovação e Estratégia: visão prática do conselheiro”. Ele demonstrou, com base em alguns casos, como o conselheiro pode ser um indutor da implementação de inovações, e também o que precisa ser feito para o Conselho de Administração cumprir bem seu papel. Pioneiro e especialista em governança corporativa ele relatou a experiência da empresa, a Zenvia, líder de mercado na América Latina, ajudando empresas a engajarem seus clientes com a Plataforma de Comunicação e soluções em SMS, Voz, e-mail ou aplicativo de mensagens. “Há três anos revisamos nossa estratégia em novo modelo de negócio, visando comunicação e interação desenvolvendo aplicativos que envolvam estratégias e inovação”, contou. Vasconcellos também reforçou a utilização da Inteligência Artificial (IA) e como é preciso entender que tudo irá impactar nas empresas. “A tendência é achar que estas mudanças não vão atingir nossas empresas. E vão”, afirmou.

Já a vice-presidente do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), Leila Loria, explanou sobre “Transformação digital x compliance – os desafios dos conselheiros”, destacando tópicos como dever fiduciário x riscos, montagem da agenda dos conselhos, diversidade nos conselhos, aproximação do conselho dos negócios da empresa e dos acionistas, parceria entre conselho e gestão, e gestão de pessoas em empresas inovadoras. “Vivi a disrupção”, citando exemplos como da Telefônica e do Grupo Abril. “Você será impactado em algum momento. Cada empresa tem suas características únicas e o conselheiro tem que contribuir com a empresa, correndo riscos de inovação, dentro dos procedimentos regimentais”, explicou ela, complementando que “a relação do Conselho com a gestão precisa ter muita disciplina e maturidade”. Além disso, antecipou que o conselheiro precisa entender do negócio do qual ele oi integrado. “É preciso estar ciente de tudo, dos projetos aos CEOs das empresas. A governança muda a essência, porque ela é flexível, adaptável, ampla e depende do tipo de empresa. Ela não tem que seguir manuais. O papel do conselheiro não é só olhar relatório financeiro. Se você não estiver atualizado, não irá contribuir”, ressaltou.

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O sócio-diretor da Melnick, Juliano Melnick, abordou “A importância da governança corporativa no crescimento da Melnick Even”, apresentando um breve histórico da empresa e a evolução da governança corporativa. Atuando na segunda geração, a empresa que começou pequena, passou por várias etapas. “Aprendemos a pensar na frente. Erramos algumas vezes e refizemos nosso planejamento. É preciso estar sempre ajustando e readequando nossos objetivos, sempre atento ao que acontece no mercado”, ensinou.

O Workshop teve o apoio de Cambridge Family Enterprise Group, Juenemann Corporate Governance, Funerária Krause, Lauermann Schneider Auditores Associados, Mesa Corporate Governance, PwC e Rubberloss.

 

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